Alemanha abre mercado de trabalho para oito países do Leste europeu | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 01.05.2011
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Economia

Alemanha abre mercado de trabalho para oito países do Leste europeu

Entre os cidadãos dos países-membros da União Europeia na Europa Oriental, a partir de agora, somente búlgaros e romenos precisam de visto para trabalhar na Alemanha. Sindicatos temem risco de dumping salarial.

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Ministro alemão afirma que abertura vem em boa hora

Sete anos após a sua admissão na União Europeia (UE), a partir deste domingo (01/05), os cidadãos de oito Estados do Leste europeu podem trabalhar na Alemanha sem necessidade de visto. Isso vale para a Polônia, República Tcheca, Hungria, Eslovênia, Estônia, Letônia, Lituânia e Eslováquia.

Entre os todos os cidadãos dos 27 países-membros da UE, somente búlgaros e romenos precisam ainda de visto de trabalho para assumir um emprego na Alemanha. Diferentemente dos outros oito países, que foram admitidos no bloco europeu em 2004, a admissão da Bulgária e da Romênia só ocorreu em 2007.

Prós e contras

Segundo o instituto de pesquisas econômicas Ifo, a economia da Alemanha está bem preparada para receber os novos trabalhadores do Leste. Em entrevista à revista Focus, o presidente do instituto, Hans-Werner Sinn, disse que hoje se registra no país o maior boom econômico dos últimos 20 anos. "A constelação para a abertura das fronteiras não poderia ser melhor", disse.

O ministro alemão da Economia, Rainer Brüderle, constatou ainda que essa abertura veio na hora certa. "Muitos setores já sofrem hoje com a falta de pessoal, muitos postos de trabalho para funcionários especializados continuam desocupados", afirmou o ministro.

No entanto, para o sindicato alemão da indústria metalúrgica, IG Metall, a abertura do mercado de trabalho do país levará ao crescimento do segmento de baixo salários. "Nós tememos que haja um crescente dumping salarial nos empregos terceirizados", disse o vice-presidente do IG Metall, Detlef Wetzel, ao jornal WAZ.

Para Wetzel, "a conta pode ser paga principalmente por firmas de médio porte e empresas de manufatura, caso futuramente pessoas empregadas com baixos salários na Europa Oriental venham realizar trabalhos na Alemanha". "Não serão 100 mil engenheiros que virão para a Alemanha. Paira antes a ameaça de uma espiral decrescente de salários", afirmou.

Novos trabalhadores

Cerca de 74 milhões de pessoas vivem nos oito países da Europa Oriental, cujo acesso ao mercado de trabalho alemão foi liberado. Ainda não se sabe quantos trabalhadores desses países virão à Alemanha. A ministra polonesa do Trabalho, Jolanta Fedak, acredita que de 100 mil a 400 mil poloneses poderão mudar para a Alemanha nos próximos três anos.

O instituto de pesquisas IAB, ligado à Agência Federal do Trabalho da Alemanha, espera um saldo migratório anual de 100 mil a 140 mil novos trabalhadores no país.

Já o Instituto da Economia Alemã (IW) calcula, por sua vez, que neste ano e no próximo um total de 800 mil imigrantes dos oito países do Leste virão para a Alemanha. Até 2020, ambos os institutos esperam um saldo positivo de 910 mil a 1,2 milhão de novos trabalhadores provenientes dos oito países da Europa Oriental.

CA/dapd/rtr/dpa

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