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Mundo

Alemanha a favor do envio de tropas da ONU ao Líbano

Ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, disse esperar que as Nações Unidas cheguem o mais rápido possível a um consenso sobre a presença de uma força de segurança na região.

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Força de segurança da ONU na região teria por objetivo fortalecer o governo libanês

O governo alemão se mostrou favorável ao envio de uma força internacional das Nações Unidas ao sul do Líbano. "Espero que obtenhamos logo os requisitos necessários à formação de tal presença estabilizadora", afirmou nesta quinta-feira (27/07) o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, após participar de uma reunião especial da Comissão de Assuntos Externos do Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão).

Para Steinmeier, o Conselho de Segurança deveria chegar a um consenso sobre um mandato "realista e executável" para as tropas da ONU no sul do Líbano, o que poderia ser obtido ainda esta semana. Se isso acontecer, o governo alemão decidirá se participará da missão, o que não foi descartado por Steinmeier.

Pesquisa

Em Roma, ele já afirmara que, caso haja necessidade, a Alemanha não teria como desconsiderar a hipótese de enviar seus soldados à região. A participação de uma possível força estabilizadora da ONU no sul do Líbano é um tema controverso na Alemanha devido ao passado nazista do país.

Frank-Walter Steinmeier in Jerusalem

Steinmeier (d) e o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert

A maioria dos alemães indagados numa pesquisa do Instituto Forsa se declarou contrária à participação de soldados da Bundeswehr numa possível missão no Oriente Médio. Segundo o levantamento divulgado nesta quinta-feira, 58% dos entrevistados se declaram contra a presença alemã na região.

Conferência de Roma

Segundo Steinmeier, as tropas da ONU teriam como objetivo fortalecer a autoridade do governo libanês e as suas Forças Armadas. Ao governo de Beirute deveria ser dada a possibilidade de providenciar a segurança para o sul do país. "A tarefa de uma missão internacional seria apoiar as Forças Armadas libanesas", afirmou Steinmeier.

O ministro rebateu ainda as críticas aos resultados da Conferência de Roma, encerrada nesta quarta-feira. "Demos um passo muito importante", afirmou, dizendo ainda que ninguém esperava que se chegasse a um entendimento sobre a presença estabilizadora da ONU na região durante o encontro.

Ele também disse que, caso Israel tenha interpretado os resultados do encontro como um sinal verde para a continuidade da ofensiva no Líbano, houve um grande mal-entendido. "Ao contrário, ficou claro em Roma que todos os participantes desejam o fim do conflito o mais rápido possível."

Partidos

O porta-voz para Política Externa da bancada da CDU/CSU, Eckart von Klaeden, se mostrou pessimista em relação a uma possível participação alemã na região. "A não ser que a presença alemã seja exigida pelo lado israelense", afirmou.

Já a porta-voz para Política Externa do Partido Verde, Kerstin Müller, acusou o governo de não estar se empenhando o suficiente pelo cessar-fogo. Para ela, o governo alemão deveria influenciar os Estados Unidos, para que o presidente Bush pressione Israel a encerrar os bombardeios. Da mesma forma, a Rússia deveria pressionar os governos do Irã e da Síria para que eles intercedam junto ao Hisbolá.

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  • Data 27.07.2006
  • Autoria (as)
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