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Alemanha

Alemãs não priorizam a maternidade

Uma a cada três alemãs prefere não ter filhos. Carreira, estudo e casamento têm uma importância maior. Mas a falta de infra-estrutura, como creches e jardins de infância, também pesa na decisão de abdicar à maternidade.

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Nascem cada vez menos crianças na Alemanha

Cerca de 72% das alemãs entre 30 e 39 anos trabalham e têm em média 1,5 filho. Bem menos do que algumas gerações atrás. Mulheres na faixa dos 70 anos tiveram em média 2,2 filhos e menos da metade trabalhava quando os filhos eram pequenos.

Hoje a formação profissional e a carreira têm um papel de destaque na vida da alemã moderna. São poucas as que abrem mão de uma participação econômica ativa na sociedade para ter filhos. O que normalmente acontece é que a maioria opta pela independência financeira e para alcançar tal propósito é preciso estudar e investir na profissão ou em determinado trabalho.

País sem crianças?

Neste contexto, conciliar a maternidade fica difícil em um país que não dispõe de creches e jardins de infância suficientes. "Quando perguntamos para as jovens entre 16 e 24 anos, cerca de 90% dizem que só pensa em administrar carreira com a educação de filhos mais tarde", revelou Uta Meier, da Universidade de Giesen. Segundo a especialista em família, o que acaba ocorrendo é que quando surge o desejo de ter filhos já é tarde.

O temor de que a presença de uma criança interfira na estabilidade do casamento também contribuiu para o adiamento da maternidade, salientou Meier. Segundo uma pesquisa realizada com o sexo masculino, os homens também tem certo temor de ter filhos, e isto acaba se refletindo na decisão feminina.

Cerca de 44% das alemãs com formação universitária não têm filhos. Meier estima que esta porcentagem irá aumentar nos próximos anos. Uma das causas é, sem dúvida, a falta de infra-estrutura social. "Se analisarmos a situação na Suécia vamos constatar a diferença. O país escandinavo conta com uma educadora para cada cinco crianças. Aqui na Alemanha existe uma educadora para cada 15 ou 20 crianças".

Clichês sem fundamento

Muitos casais optam de forma consciente em não ter filhos. A psicóloga Susie Reinhardt é casada há 12 anos com Guido Bertling. Ela confessa que nunca se empolgou com a maternidade. Autora do livro Frauenleben ohne Kinder (Vida de mulheres sem filhos), Reinhardt condena aqueles que acusam os casais sem filhos de serem egoístas, só pensarem em dinheiro e luxo. "Isto não é prioridade. No meu caso, eu simplesmente não quis ser mãe".

Assim como há mulheres que renegam a maternidade, existem casos opostos, de mulheres que têm muitos filhos. Como Hulda Maessen, mãe de 12 crianças hoje com idade entre 9 e 30 anos. Para ela, casa cheia é sinônimo de alegria. Seis anos atrás, Hulda conheceu seu atual marido, Hubert, que não teve medo de assumir uma família extramamente grande.

Ambos exemplos são interessantes mas não refletem a situação da maioria. Uma a cada três mulheres que vivem na Alemanha não tem filhos. Apenas 2% dos casais têm 4 ou mais rebentos. Nem o salário família pago pelo Estado, de 154 euros mensais para cada um dos três primeiros filhos e 179 euros mensais a partir do quarto é atrativo o suficiente para encorajar as alemãs a optarem pela maternidade.

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