Alemão que vivia no aeroporto de Cumbica é internado | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 29.03.2017
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Alemanha

Alemão que vivia no aeroporto de Cumbica é internado

Turista deportado após agressões em Guarulhos tem novo surto ao chegar em Frankfurt e é levado a clínica psiquiátrica. Ele estaria há algum tempo sem tomar medicação.

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Alemão deportado do Brasil volta a ter surto em aeroporto de Frankfurt e é internado em clínica psiquiátrica

O alemão Stephan Brode, de 44 anos, que viveu por três meses no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, e foi deportado no domingo, foi internado numa clínica psiquiátrica em Frankfurt. Veículos de comunicação alemães – citando fontes policiais – relataram que Brode começou repentinamente a gritar depois que passou pela área de controle de segurança.

"Por causa de suas declarações tivemos que partir da premissa de um risco próprio acentuado", disse um porta-voz da polícia de Frankfurt ao tabloide alemão Bild. Brode foi levado à ala psiquiátrica do Hospital Universitário de Frankfurt. A entrada no país correu sem problemas. Segundo a polícia federal da Alemanha, não há registro de delitos cometidos por Brode no exterior.

Apelidado de "o alemão do aeroporto", Brode passou praticamente três meses no aeroporto de Guarulhos. Ele não pôde deixar o Brasil em dezembro de 2016, depois de perder seu voo de conexão para Nova York, de onde seguiria para Frankfurt.

Sem dinheiro para pagar uma multa e remarcar o voo, passou a viver na área acessível ao público, próxima aos guichês de check-in, em parte alimentando-se de restos de comida do lixo.

Além disso, agrediu pessoas que circulavam no aeroporto. O vídeo de uma das câmeras de vigilância o mostra se levantando subitamente, indo em direção a uma mulher que tecla no telefone e ameaçando agredi-la com ambas as mãos.

Outra vez atacou um homem de quase dois metros de altura que acabava de entrar no prédio com uma acompanhante. Segundo um porta-voz da polícia brasileira, ele teria problemas psíquicos e há algum tempo não tomava medicação.

No domingo, o consulado da Alemanha acompanhou o processo de embarque de Brode, que transcorreu sem problemas. O turista deportado foi conduzido sem algemas por um carro da PF até a aeronave. A passagem foi paga pelo governo alemão, e o valor deverá ser reembolsado pela família de Brode.

PV/ots

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