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Alemanha

Alemão fica em terceiro no concurso Bocuse d'Or

Claus Weitbrecht, vencedor do Bocuse d'Or German Master em 2002, acaba de representar seu país em Lyon e conquistou o terceiro lugar no concurso internacional que leva o nome do grande mestre da cozinha francesa.

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Claus Weitbrecht, bronze no concurso da haute cuisine

O Bocuse d'Or Internacional é como o campeonato mundial da alta cozinha, se bem não seja uma competição oficial. Criado em 1987 por Paul Bocuse e os organizadores da feira Sepelcom, seu objetivo é promover jovens chefes internacionais. Para estes, obter o título ou uma menção honrosa é o mesmo que, para um atleta, ganhar uma medalha nos Jogos Olímpicos.

Este ano, a Noruega ficou em primeiro lugar, com 944 pontos. A França conquistou o segundo lugar, com 943 pontos, e a Alemanha conseguiu a terceira colocação, com 940 pontos. A diferença de apenas quatro pontos em relação ao primeiro lugar é um motivo a mais para os alemães comemorarem a medalha de bronze. Nunca, na história do renomado concurso, houve um resultado tão apertado.

Truta dos fiordes e compota de rabada

Weitbrecht concorreu em Lyon com criações como filé envolto em verduras e trufas, cozido em crosta de sal, chicórea com picadinho de trufas, batatas "mil folhas" com compota de rabada, e receitas especiais que levam até enguia e caranguejo. Em 2003, o Bocuse d'Or teve 24 participantes. Todos com a mesma tarefa: preparar a sua variação de filé mignon, truta dos fiordes e rabada.

Claus Weitbrecht menciona grandes diferenças entre os concorrentes no tocante a patrocinadores e condições de treinamento. "Só podemos sonhar com os patrocinadores que candidatos da Escandinávia conseguem. Os noruegueses principalmente", diz ele, acrescentando que um chef norueguês conta com cerca de 500 mil euros para preparar-se ou fazer o que quiser. Isso permite começar a ensaiar com seis meses de antecedência, podendo cozinhar todos os pratos umas 10 ou 15 vezes sob as mais diversas condições, com muito ou pouco tempo, por exemplo.

Haute cuisine na Floresta Negra

Em Lyon, tempo vale mais do que dinheiro. Como cada minuto é decisivo, Claus e seu assistente, Ludwig Heer, utilizaram até cronômetro para verificar quanto tempo levam picando temperos, fazendo um purê ou decorando os pratos. Weitbrecht fez seus preparativos, mantendo aberto, ao mesmo tempo, seu restaurante Talblick, que não está situado em nenhuma metrópole e sim em Wildberg, uma cidadezinha de 10 mil habitantes no norte da Floresta Negra. Quem visita o local, com sua decoração rústica e onde se serve a comida típica da região - carnes grelhadas, frios e salsichas, Spätzle e Maultaschen, duas especialidades de massas - mal supõe que, detrás do fogão, está o cozinheiro número 1 da Alemanha.

Na cozinha, porém, é tudo do mais moderno: armários e prateleiras de aço inoxidável, um moderno fogão industrial de indução e os mais variados aparelhos e apetrechos. Weitbrecht orçou em 600 mil euros seu equipamento culinário e a reforma que vai iniciar no restaurante. Se hoje ele só serve iguarias sofisticadas encomendadas com antecedência, no futuro pretende ter um local onde as duas clientelas e as duas tendências convivam lado a lado, a cozinha típica da Floresta Negra e os pratos com que sonham os gourmets.

O jovem cozinheiro de 29 anos está satisfeito com o terceiro lugar, principalmente por causa da mínima diferença de pontos em relação aos dois primeiros colocados. Weitbrecht também tem consciência de que "mais importante do que conquistar estrelas, é fazer com que os clientes que vêm ao meu restaurante saiam satisfeitos" - disse em entrevista à DW, sabendo que, como no esporte, ganhar é o máximo, mas simplesmente participar é a alma de qualquer concurso.

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