Alemães se organizam em cooperativas para enfrentar crise econômica | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 13.04.2009
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Economia

Alemães se organizam em cooperativas para enfrentar crise econômica

Enquanto muitas empresas enfrentam sérias dificuldades na atual crise econômica, o número de cooperativas está crescendo na Alemanha. O modelo econômico parece oferecer estabilidade e segurança em tempos difíceis.

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Cooperativas dão segurança em tempos difíceis

Comuns nos setores bancário e agrícola, as cooperativas estão se expandindo para outros ramos na Alemanha. Dessa forma, empresas de pequeno e médio porte procuram segurança para enfrentar a atual crise econômica.

Eckhard Ott, executivo-chefe da Confederação Alemã de Cooperativas (DGRV), afirmou que se observam novos campos de atividades, como os setores energético e de saúde. "Devido à difícil situação econômica de muitos fornecedores no setor de saúde, redes de médicos e de assistência médica estão sendo fundadas como cooperativas", afirmou Ott.

Os membros de uma cooperativa continuam proprietários de seus negócios e ao mesmo tempo lucram negociando melhores preços com fornecedores, desenvolvendo novas oportunidades de negócios e dividindo os riscos de projetos maiores, que de outra forma dificilmente teriam coragem de empreender.

Dirk Lukas, porta-voz da Buso, cooperativa da indústria de aquecimento termosolar, declarou que a decisão de formar uma cooperativa foi o resultado de um longo processo que teve a intenção de reorganizar marketing e vendas e ampliar a troca de conhecimento técnico.

Muitas razões para formar uma cooperativa

Lukas afirmou que o modelo cooperativo permitiu aos 130 membros do grupo atender à crescente demanda de seus produtos através de um sistema que preenche as necessidades de fabricantes e instaladores, que de outra forma não poderiam empreender projetos lucrativos de grande porte.

Na Alemanha, existem por volta de 8 mil cooperativas com aproximadamente 20 milhões de associados. Com 250 cooperativas criadas em 2008, o número de associações formadas no país quase dobrou em relação ao ano anterior. Segundo Ott, esse interesse renovado deve-se, parcialmente, a uma emenda legislativa de 2006 que facilitou a criação de cooperativas na Alemanha.

Ott disse que cooperativas podem agora promover empreendimentos culturais e sociais, acrescendo que bastam três pessoas para formar uma cooperativa. "Isso tornou as cooperativas interessantes para empreendimentos como hospitais, lares de idosos, cinemas, teatros e até mesmo piscinas internas", explicou.

Segurança contra altos e baixos da economia

As empresas também são atraídas a organizar-se em cooperativas devido à segurança econômica oferecida pelo modelo. Enquanto dados do Departamento Federal de Estatísticas da Alemanha mostram que cerca de 1% de todas as empresas alemãs foram declaradas insolventes em 2005, somente 0,1% das cooperativas do país faliram em 2008, lembra Lukas.

"A estrutura cooperativa é muito segura no tocante a altos e baixos da economia", acresceu.

Autores: Steffen Marquardt e Sean Sinico

Revisão: Alexandre Schossler

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