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Alemanha

Alemães se organizam até para rir

A tendência do cidadão alemão em se organizar fez com que surgisse um cenário sui generis. O país possui 40 clubes do riso, destinados a espantar o mau humor das veias nacionais.

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Morrer de rir: o melhor remédio?

“No começo, eu estava um pouco cética em relação a tudo isso. Um seminário do riso? Eu realmente não sabia o que era isso e não esperei muito. Mas quando começaram os exercícios de relaxamento e todo mundo começou a rir, devo confessar que fui contagiada”, descreve a adepta Gabi Schilling sua primeira vez nos clubes da risada.

E o fenômeno não se restringe à Alemanha: o primeiro domingo de maio é também o Dia Mundial do Riso. Gudula Steiner Junker foi a primeira a fundar um desses clubes da gargalhada em sisudas terras germânicas. “Depois que recebia pedidos de toda a Alemanha, Áustria e Suíça, resolvi tomar a iniciativa e sair fundando clubes do riso”, conta Junker, que se tornou terapeuta do riso.

Bom para o corpo e para a alma

Afinal, segundo acreditam os especialistas, rir faz bem para corpo e alma: movimenta os músculos, é bom para o sistema respiratório, leva oxigênio aos pulmões. Resultado: um sistema imunológico fortalecido, uma digestão regulada e adeus ao estresse. “Esse é o ponto decisivo”, diz Junker. “Deixar todas as tensões irem embora através do riso. Este é realmente o melhor medicamento contra o estresse cotidiano”, profetiza.

Pesquisas mostram que as crianças riem em torno de 400 vezes ao dia, enquanto os adultos apenas 20 vezes aproximadamente. A maioria destes acredita que precisa de uma razão específica para sorrir. “Na Alemanha ou até mesmo na Europa, as pessoas pensam que têm de ter motivo para rir. O que é uma bobagem. Nós não rimos apenas de piadas, mas de muitas outras coisas que vemos pelo caminho e achamos engraçadas ou absurdas”, comenta Junker.

Ioga do riso

O médico hindu e professor de ioga Madan Kataria descobriu em sua terra natal um meio de unir a técnica do relaxamento do riso com a prática da ioga. As técnicas desenvolvidas por ele compõem a base para o que é chamado de “ioga do riso”, um método que ganha adeptos também na Alemanha.

Nos chamados clubes do riso do país, um número cada vez maior de pessoas participa de seminários com treinadores deste tipo de ioga, coordenados por 60 “terapeutas do riso”, já organizados em uma federação no país. Resta saber se esses exercícios programados do riso vão fazer com que, um dia, o provérbio alemão “para rir ele precisa ir para o porão” ( zum Lachen muss er in den Keller gehen) desapareça do idioma nacional. E espante definitivamente o receio de rir em público no país.

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