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Economia

Alemães poupam mais de quatro trilhões de euros

O 80º Dia Mundial da Poupança vem lembrar sua importância para a economia da Alemanha. Enquanto o Brasil vive fase de consumo desenfreado, os alemães guardam em média 11% do salário líquido.

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Para dias difíceis...

A parcimônia é uma virtude. Entre os alemães, uma das mais importantes. É isso que o 80º Dia Mundial da Poupança, na sexta (29/10), vem lembrar. Enquanto o Brasil vive uma fase de consumo desenfreado, só no último ano os alemães guardaram 151 bilhões de euros debaixo do colchão. Com a estabilização do mercado de ações, esse valor subiu para 191 bilhões de euros. Já no final do ano passado, o montante poupado era de 3,9 trilhões de euros. Atualmente, este número já ultrapassou a marca dos quatro trilhões.

Isso significa que cada alemão poupa, em média, 11% do salário líquido. Em 2000, o índice de investimento em poupança, apólices de seguro, financiamentos imobiliários e títulos de crédito era de 9,7% e, no ano passado, de 10,7%. Mas o presidente da Federação das Caixas Econômicas Alemãs, Dietrich Hoppenstedt, evita fazer relações entre a mania de poupar dos alemães e a insegurança diante da situação econômica. "Se compararmos este índice por um largo espaço de tempo, veremos que não é nada de excepcional. No começo dos anos 90, essa taxa era de 13%", argumenta.

Segundo Hoppenstedt, 10% do salário mensal líquido é o mínimo necessário para garantir um padrão de vida semelhante na velhice – isso sem contar os descontos para a previdência social. Em média, um lar alemão dispõe de um patrimônio financeiro de 100.700 euros – dos quais um quarto é investido em imóveis, três quartos na poupança – e de um montante de 40 mil euros em dívidas.

Crédito imobiliário é dos mais freqüentes

Tradicionalmente, o crédito imobiliário é um dos investimentos prediletos na Alemanha: praticamente metade da população vive em imóveis próprios. Também o interesse por aposentadorias privadas vem crescendo a passos largos, principalmente devido ao receio de que, no futuro, haja uma queda nas aposentadorias públicas. Contas poupança e seguros de vida perdem popularidade, mas o interesse por títulos de crédito voltou a crescer, impulsionado pela restabelecimento do mercado de ações.

Segundo uma pesquisa da federação, 97% dos alemães levam em conta o aspecto da segurança no investimento de capitais, ou seja: não basta confiar na instituição financeira, a confiança na estabilidade da moeda também é decisiva. E, após 50 anos de sucesso do marco alemão, o euro não deixa nada a desejar. "Em seus poucos cinco anos de vida, pode-se dizer que o euro deu continuidade ao sucesso do marco. E isso é um mérito do Banco Central Europeu, que conseguiu garantir a estabilidade da moeda", avalia Hoppenstedt.

Brasil vive situação oposta

Já o Brasil vive agora uma fase de reaquecimento do consumo, desencadeado pelo aumento da confiança do brasileiro no processo de retomada do crescimento econômico, impulsionado em grande parte pelos setores agrícola e de exportações. Segundo a revista Exame, o crescimento, perceptível desde o final do primeiro semestre, é comparável aos primeiros tempos do Plano Real.

Impõe-se agora, salienta a revista, o desafio de "conciliar o ritmo de desenvolvimento aos gargalos de produção" causados pelo grau de exaustão do parque industrial brasileiro, que opera praticamente em capacidade máxima. A ampliação industrial é essencial para evitar o risco de desabastecimento ou aumento de preços.

Falta de poupança impede crescimento

O Dia Mundial da Poupança foi criado em 1924 em um congresso de bancos em Milão, do qual participaram 29 países. Há 80 anos, o evento se repete em outubro, com o objetivo de salientar a importância da poupança não apenas para o planejamento individual – seja a fim de proteger-se de riscos imprevisíveis ou para financiar a viagem de férias, mas também para a economia nacional.

A ausência de capital em poupança impossibilita o crescimento econômico sustentável, uma vez que o capital não destinado ao consumo e confiado aos bancos é colocado à disposição do mercado econômico, para financiar, por exemplo, o fornecimento de créditos empresariais.

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