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Mundo

Alemães pararam para se ligar no Japão

Deputados e tenistas interromperam suas atividades para acompanhar jogo da seleção nacional. Povoado alemão torceu por Camarões.

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Potsdamer Platz atrai torcida diariamente

Corredores e plenário vazio no Bundestag, o parlamento federal alemão. Pausa nas quadras do torneio da ATP em Halle. Adiamento de aulas em universidades. Entusiasmo em campings, bares, praças ou em qualquer lugar onde houvesse um televisor ou telão. A Alemanha praticamente parou no início da tarde desta terça-feira. Muitas empresas, porém, mantiveram o expediente normal, impedindo seus funcionários de acompanharem a Seleção Alemã. No nordeste do país, um povoado torceu contra.

Em Berlim, o local mais movimentado do Bundestag era a sala de reuniões da bancada do Partido Social-Democrático (SPD), que convidou seus aliados do Partido Verde para vibrarem juntos. Cerca de 60 deputados, além de centenas assessores, secretários de Estado e jornalistas, espremeram-se diante de um telão. Quase todos os demais partidos seguiram o exemplo, com exceção do Partido do Socialismo Democrático (PDS), que manteve uma programada palestra sobre problemas da globalização para seus parlamentares.

Na praça Potsdamer Platz, no centro da cidade, novamente uma multidão se reuniu à frente de um telão gigante. O local já tornou-se o de maior concentração de torcedores na Alemanha nesta Copa. Independente da seleção em campo, diariamente centenas ou até milhares de pessoas vibram com as transmissões ao vivo.

Torcida proibida e chuva providencial

O mesmo não puderam fazer os participantes da assembléia extraordinária do conglomerado telefônico Vodafone, em Düsseldorf. Como muitos acionistas, garçons e jornalistas preferiam assistir ao jogo num televisor, desligaram o aparelho.

Em Halle, as quadras e arquibancadas esvaziaram-se durante o jogo em Shizuoka. O duelo entre Pete Sampras e Andrej Stoliarov foi adiado por 2,5 horas para que não se realizasse sem público. A maioria dos 10 mil espectadores alojara-se no bar para acompanhar a partida da Alemanha. Quando a bola rolou no Japão, o jogo do tenista alemão Axel Pretzsch contra o sueco Thomas Johansson já havia iniciado. Praticamente só mulheres mantinham-se fiéis ao tênis, quando deu caiu uma providencial pancada de chuva e o juiz interrompeu o duelo. Pretzsch correu para a frente de uma tevê. O jogo só foi retomado à noite, em quadra coberta.

Ex-colonos cruzaram os dedos por país africano

Somente no povoado de Kamerun (Camarões, em alemão), os moradores não se alegraram com a classificação alemã. No camping local, até o momento de Klose ampliar o placar para 2 a 0, homens e mulheres gritavam em coro "Camarões". Kamerun an der Muritz está situado no estado de Meclemburgo-Pomerânia Ocidental. O lugarejo foi fundado no início do século 20, por um fazendeiro vindo de Camarões, quando a Alemanha perdeu a colônia africana.

Este não é a única localidade com o nome da ex-colônia. A apenas 30 quilômetros de Kiel, capital do estado de Schleswig-Holstein, há outra Kamerun. Apesar de fundada ainda no século 19, a vila tem ainda hoje apenas nove casas e 25 moradores. Mesmo pequena, a torcida de lá manteve-se fiel à Alemanha.

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