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Mundo

Alemães otimistas para Copa do Mundo de 2002

Alemanha não inveja Inglaterra, que lhe obrigou a ir à repescagem nas eliminatórias. Seleção tricampeã terá Arábia Saudita, Irlanda e Camarões como adversários na primeira fase.

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Festa oficial no sorteio em Busan, alívio espontâneo na Alemanha

A Alemanha respeita seus adversários de chave na Copa do Mundo de 2002, mas não consegue evitar a comemoração escancarada de seu favoritismo. Conforme o sorteio realizado sábado, em Busan, Coréia do Sul, a equipe germânica enfrentará pelo Grupo E as seleções da Arábia Saudita, Irlanda e Camarões.

Os próprios concorrentes reconhecem que o cabeça-de-chave tem mais tradição no esporte. "A Alemanha é para mim a favorita absoluta", diz o técnico da Irlanda, Mick McCarthy. O treinador da Arabia Saudita, Nassar Al Johar, também admite a eficiência "gringa": "A Alemanha é cada vez mais uma das melhores seleções do mundo." Para não se comprometer, o técnico de Camarões, o alemão Winfried Schäfer, preferiu apenas classificar o encontro dos dois selecionados como uma "partida difícil".

Após o sorteio das chaves, a euforia pela boa sorte da Alemanha tomou conta das principais personalidades do futebol nacional. Jogadores, técnicos e dirigentes são predominantemente otimistas ao especular sobre as chances de a seleção sair-se bem.

Único na contramão é o próprio treinador da equipe, Rudi Völler. Cauteloso, ele avalia que "Camarões é sem dúvida um time top, a Irlanda é perigosa e não se pode menosprezar a Arábia Saudita".

Mas a maioria já está cantando vitórias. "Nós tivemos sorte. Estou muito satisfeito. Pelo menos as oitavas-de-final serão alcançadas", comemorou o ex-jogador da seleção e atual comentarista de futebol Günter Netzer. "Não poderia ter sido melhor", completou Jürgen Klinsmann, campeão mundial em 1990.

Até o brasileiro Giovani Élber, do Bayern de Munique e da Seleção Brasileira, opina sobre o Grupo E: "A Alemanha tem grandes chances. Ela costuma ser sempre boa em competições importantes."

Além da euforia a sensação de alívio também toma conta do país. Há uma grande satisfação por não se ter caído na mesma chave que a Inglaterra. O vexame de 1º de setembro, quando perdeu por 5 a 1 para os arqui-rivais, segue entalado na garganta da nação. A goleada tirou dos alemães a classificação direta para a Copa, obrigando sua seleção a disputar a repescagem das eliminatórias.

"Estou feliz que não vamos ter de enfrentar a Inglaterra", comenta grato o presidente da Federação Alemã de Futebol, Gerhard Mayer Vorfelder. Reiner Calmund, dirigente do Bayer Leverkusen, compara a composição das chaves a que pertencem os dois países: "Quando olho para a nossa vizinha Inglaterra, devo admitir que tivemos uma enorme sorte." Os arqui-rivais caíram na mesma chave de Argentina, Nigéria e Suécia.

O futebol na Alemanha, assim como no Brasil, é um assunto que desperta paixões e atinge toda a sociedade. Dessa forma, o primeiro-ministro Gehard Schröder (SPD) não poderia abster-se de dar sua opinião sobre o Grupo E: "Poderia ter sido muito pior."

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