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Economia

Alemães herdam 2 tri de euros nos próximos 10 anos

Calcula-se que, nos próximos 10 anos, 2 trilhões de euros mudarão de proprietário a título de herança. A maior parte vai para pessoas que já têm dinheiro. Mas nem sempre. Por isso, a importância de um testamento.

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Nem sempre a partilha da herança acontece em clima amigável

A soma é gigantesca: dois trilhões de euros (um número com 12 zeros!). É o valor estimado do montante que trocará de dono na Alemanha nos próximos dez anos. Só que a maior parte da fortuna é passada a pessoas que de qualquer maneira já são ricas. Ou melhor, 25% deste capital vai para apenas 2% dos alemães.

Mas também cidadãos "normais" podem enriquecer após a morte de um familiar, desde que este tenha deixado tudo documentado em testamento. Caso contrário, a discussão sobre herança pode parar em tribunal. Isto é muito comum na Alemanha, onde 70% das pessoas não se preocupam em ditar o que deixam para quem, depois que falecer.

Symbolbild Bausparen Bauen

Quem fica com a casa? Quem pega a poupança?

Psicólogos e advogados conhecem bem o problema. Além da resistência em se confrontar com o tema morte, as famílias alemãs costumam não passar aos filhos informações referentes à economia doméstica. Quando os pais falecem, é freqüente o conflito sobre a casa, as jóias ou a conta bancária entre os herdeiros.

Fortuna não precisa ser em dinheiro

A briga entre herdeiros é, muitas vezes, por bens de valor pessoal, mas que na realidade nem valem muito dinheiro. Entram nesta lista, por exemplo, o relógio-cuco da vovó, o jogo de café da tia ou a mesa de madeira onde a família costumava tomar o café da manhã.

Mesmo quando todos os familiares são lembrados pelo falecido, eles discutem o valor dos bens recebidos, como conta o advogado Jan Bittler, presidente da associação alemã que trata dos problemas de herança: "Se alguém ganha um terreno de 200 mil euros e outro recebe um no valor de 400 mil, começa a briga sobre o pagamento de 100 mil euros de diferença por quem ganhou a propriedade de maior valor a título de indenização do outro".

No caso de a questão da herança não ter sido esclarecida a tempo, é criada, da mesma forma como no Brasil, uma sociedade de herdeiros, em que todos participam dos passos da partilha. Se nem mesmo o advogado ou a Justiça conseguem apaziguar os ânimos ou ajudar na tomada de decisões, os bens vão parar em leilão, às vezes para a alegria de terceiros − que assim podem ter acesso a verdadeiras pechinchas.

Outro fator problemático na Alemanha são as relações familiares modernas, cada vez mais complicadas no país. "Matrimônios duram pouco, casais separados constituem novas famílias, mas os filhos são todos herdeiros", lembra Bittler.

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