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Alemanha

Alemães estão mais receptivos a imigrantes, aponta estudo

Pesquisa indica maior abertura da população com relação a estrangeiros, como reflexo da demografia e da falta de mão de obra. Mas metade dos moradores do leste do país ainda vê com desconfiança quem vem de fora.

A imigração foi por muito tempo um tema marginal na Alemanha, mas a demografia e a demanda por mão de obra mudaram o foco das discussões no país. Há anos, o número de imigrantes vem crescendo, e a população está mais aberta a eles, segundo uma pesquisa realizada com 2 mil alemães e divulgada nesta sexta-feira (06/03).

"Cerca de 10% a mais de alemães – tanto entre a população, como entre os que trabalham em repartições estatais – são mais abertos a imigrantes do que eram antes de 2012", diz Franco Zotta, um dos coordenadores do estudo, encomendado pela Fundação Bertelsmann.

A mudança de percepção é atribuída, sobretudo, ao fato de a escassez de mão de obra qualificada e as mudanças demográficas serem percebidas como problemas pela sociedade alemã. "A imigração é uma das poucas possibilidades de responder rapidamente a esses problemas", ressalta Zotta em entrevista à DW.

De acordo com o estudo, imigrantes não são, portanto, mais vistos apenas como uma força de trabalho útil, mas também como novos cidadãos do país. A tendência segue a linha do lema de imigração canadense, que diz "immigration is about citizenship – not just about labour" ("imigração tem a ver com cidadania, não apenas com trabalho").

A imigração foi vista na Alemanha como um problema durante muito tempo. Agora, o medo de uma "estrangeirização", a preocupação com uma sobrecarga do Estado de bem-estar social e temores de que os imigrantes provoquem um aumento da criminalidade podem estar sendo superados, segundo a pesquisa.

Deutschland Franko Zotta Bertelsmann Stiftung

Franko Zotta: "Leste alemão é especialmente dependente de imigrantes"

Boas-vindas no oeste, reservas no leste

Quase meio milhão de imigrantes chegou à Alemanha em 2013, número inferior apenas ao total de migrantes registrados nos Estados Unidos. Um a cada três imigrantes de países da União Europeia (UE) vai para os estados alemães da Baviera, de Hessen e da Turíngia.

Entretanto, a atração que a Alemanha exerce sobre imigrantes é vista de maneira mais crítica no leste do que no oeste da Alemanha. Quase metade dos cidadãos do leste alemão diz que imigrantes não são bem-vindos. Entre a população alemã ocidental, apenas um terço dos entrevistados tem essa opinião.

Zotta atribui isso especialmente à falta de contato com outras culturas. "Cerca de 96% das pessoas que têm histórico familiar de migração vivem no oeste da Alemanha, e somente 4% moram no leste do país."

Zotta acredita que esse aspecto seja especialmente problemático, "porque o leste alemão é especialmente dependente de imigrantes, devido ao declínio populacional".

Na opinião dos autores do estudo, os efeitos das alterações demográficas estão sendo subestimados. A pesquisa aponta que 28% dos entrevistados acreditam que, sem imigrantes, a população alemã vá encolher no máximo em um milhão de pessoas ao longo das próximas décadas. O governo alemão prevê uma redução de 20 milhões de pessoas até 2060.

Burocracia deve diminuir

Para a imigração e a integração serem bem-sucedidas, o estudo propõe que as autoridades alemãs não façam apenas requisições aos recém-chegados. Cerca de 80% dos entrevistados são a favor de uma diminuição da burocracia, sendo facilitado o reconhecimento de diplomas universitários, escolares e de cursos profissionalizantes estrangeiros.

A maioria também deseja que o Estado tenha um papel mais flexível em relação a possibilitar que imigrantes tenham o direito de trazer seus parentes. A permissão da dupla cidadania, frequentemente discutida, também está entre os possíveis incentivos para atrair imigrantes de forma permanente.

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