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Economia

Alemães economizam nos presentes de Natal

Os alemães estão contidos em suas compras natalinas. Em nível europeu, são os que menos gastam nesta época do ano. Varejo usa estratégias para cativar consumidor, enquanto aumentam vendas por reembolso postal.

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Embora mais barato, o presente faz parte da festa

Um estudo da Sociedade de Pesquisa de Consumo (GfK) revelou leves melhoras na disposição dos consumidores alemães para fazer compras neste final de ano. Mesmo assim, os pesquisadores não acreditam num boom de vendas nas próximas semanas.

No início de novembro, a disposição para comprar na Alemanha havia sido a mais alta dos últimos três anos, embora o consumidor continue cético quanto à sua situação financeira e ao desenvolvimento da conjuntura econômica. "Por isso, os negócios natalinos terão apenas um leve impulso", justifica Rolf Bürkl, da GfK.

Maioria quer economizar no Natal

Apenas 8% dos alemães pretendem gastar mais neste Natal, constatou uma pesquisa da revista Stern. A maioria, pelo contrário, está disposta a economizar em relação ao ano passado. Um estudo da empresa de consultoria Deloitte feito em oito países da União Européia apontou que os alemães pretendem despender em média 350 euros em presentes natalinos, 33% a menos que em 2003.

Desta maneira, eles lideram a lista dos pão-duros, ao lado dos holandeses, que pretendem gastar 386 euros em presentes. A média de todo o grupo girou em torno de 725 euros. Irlandeses e britânicos são os mais generosos, com o intuito de gastar mais de 1200 euros em presentes.

Economistas, entretanto, duvidam que os alemães realmente disponham de dinheiro neste fim de ano, em vista do grande número de desempregados e da preocupação cada vez maior com o futuro das aposentadorias.

Mesmo assim, o comércio varejista aposta no otimismo e espera acabar com a série de três anos ruins consecutivos e arrecadar um bilhão de euros a mais que em 2003 − este havia sido, aliás, o pior ano para o comércio natalino desde 1990. Na Alemanha, as vendas de final de ano correspondem a 20% do faturamento anual.

Apostando no pé-de-meia

2002 schlechtes Jahr für den Einzelhandel

O comércio alemão lançou mão de diversas estratégias para motivar o consumidor. Enquanto algumas lojas aplicam ainda mais descontos sobre seus produtos, a C&A aposta na antiga moeda alemã e está aceitando o pagamento em marcos. O setor deposita suas esperanças nas compras de entretenimento eletrônico e hardware de computadores.

A Federação do Comércio Varejista (HDE) calcula que 30% do aumento nas vendas virá do comércio online. Tal expectativa se justifica pela experiência do ano passado, quando 90% dos usuários de internet compraram presentes através da rede.

As compras por reembolso postal estão superando as expectativas, destaca a HDE, acrescentando que já hoje 72% das empresas que vendem por catálogo, internet ou pela televisão registram um faturamento maior que o de 2003. Os produtos mais vendidos na internet alemã no ano passado foram vídeos e livros (43%), seguidos de roupas (30%) e CDs de música (29%).

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