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Mundo

Alemães e franceses perdem confiança nos EUA

O desagrado com a política americana nunca foi tão grande como agora, um ano após o início da guerra do Iraque. Estudo revelou que a política de Washington perdeu muita credibilidade entre alemães e franceses.

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Madeleine Albright apresentou estudo sobre antiamericanismo

Um estudo do conceituado instituto Pew Research Center revelou que nunca foi tão alto o descontentamento com a política de Washington, como agora. Ele consultou um número representativo de habitantes dos EUA e oito países europeus, entre estes a Alemanha e a França, bem como do mundo islâmico.

Os resultados foram apresentados nesta terça-feira (16) pela ex-secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright. Basicamente, o estudo revela que é grande o ódio contra os EUA especialmente no mundo árabe e que também na Europa a política americana perdeu seriamente em credibilidade.

Para os EUA, o resultado foi uma decepção, o que Madeleine Albright não ocultou: "É preocupante, pois segundo esta pesquisa, os americanos são os únicos a acreditar que a guerra no Iraque mais ajudou do que prejudicou, na luta contra a rede terrorista Al Qaeda. Igualmente preocupante é o fato de que, em todos os outros países analisados, diminuiu a crença na honradez e na estreita ligação dos EUA com a democracia."

Friedensdemonstration gegen einen drohenden Irakkrieg in Köln

Esta foto de 22 de fevereiro de 2003 mostra uma corrente humana em Colônia - uma de inúmeras manifestações contra a guerra do Iraque que se avizinhava.

A grande maioria das pessoas consultadas na Alemanha, França e na Turquia - como também a metade dos britânicos e russos - consideram que a guerra do Iraque prejudicou o combate ao terrorismo. A perda de confiança no grande aliado ocidental foi extrema e salta à vista sobretudo na Alemanha e na França: 82% dos alemães e 78% dos franceses têm hoje menos confiança nos EUA do que um ano atrás.

Até mesmo na Grã-Bretanha - um dos principais aliados do presidente George W. Bush na Europa - o apoio à guerra no Iraque teve uma queda de 20% durante o último ano, o que motivou o seguinte comentário da sra. Albright: "A ruptura transatlântica, provocada pela decisão de ir à guerra contra Saddam Hussein, continua tão profunda quanto antes." Por outro lado, mesmo nos países que se colocaram abertamente contra a guerra, a maioria acha que a queda de Saddam Hussein irá mudar a vida dos iraquianos para melhor.

Esta não é a opinião do mundo islâmico. Na Jordânia, 70% dos consultados acham que os iraquianos hoje estão em pior situação do que sob a ditadura de Saddam Hussein. No Paquistão esse também é o parecer de 61%. Um reflexo da rejeição à política americana no mundo árabe são os altos índices de simpatia do líder terrorista Osama Bin Laden. Segundo o estudo, o chefe da Al Qaeda conta com a aprovação de 65% dos paquistaneses e 55% dos jordanianos. E mesmo na Turquia, 31% consideram justos atentados suicidas contra os americanos no Iraque.

No entanto, o Pew Research Center constatou opiniões diferenciadas no tocante ao combate mundial ao terrorismo. "O apoio à guerra anti-terrorista liderada pelos EUA é muito baixo no mundo islâmico. Contudo, em comparação ao ano passado registramos um apoio bem maior na Turquia. E também na Rússia onde, nesse meio tempo, a maioria da população apóia essa luta contra o terror", resume o diretor do instituto, Andrew Kohut.

Talvez isso se explique porque tanto a Turquia como a Rússia foram palco de atentados terroristas no ano passado. Devido à época de sua realização, o estudo não levou em conta, porém, possíveis mudanças na opinião pública em função dos recentes atentados em Madri.

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