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Alemanha

Alemães e americanos torcem juntos

Em Colônia, centenas de alemães se reuniram e, ao lado de americanos, torceram por suas seleções. A verdadeira festa, entretanto, só começou com o aliviante apito final do jogo.

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Uma multidão ocupou uma das principais avenidas de Colônia para festejar a apertada vitória sobre os EUA

O restaurante americano Joe Champs, em Colônia, teve casa cheia no início da tarde desta sexta-feira (21) durante a partida entre a Alemanha e os Estados Unidos pelas quartas-de-final da Copa do Mundo de 2002. Os alemães estavam, indiscutivelmente, em grande maioria, mas havia entre eles alguns poucos americanos que até se pintaram nas cores de seu país para tocer por sua seleção.

Torcida alemã, local americano - O local fica no chamado Kölner Ring (uma das principais avenidas da cidade), ponto de grande movimento, principalmente de jovens que frequentam os bares da região. A ornamentação interna leva o estilo americano. O azul, vermelho e branco estão por toda parte. Símbolos consagrados, como a famosa Harley Davidson, bandeiras nas cores, listras e estrelas completam a atmosfera.

O serviço e a comida é a já mundialmente conhecida fast food, naturalmente. Também os garçons e garçonetes trajam igualmente as cores da maior potência mundial - não no futebol, claro. Para a Copa do Mundo foi instalado um enorme telão, além dos televisores espalhados por todo o restaurante. Durante os pouco mais de 90 minutos do jogo, cada espaço era disputado e o único objeto de importância do momento era a televisão.

Os primeiros 45 minutos não provocaram grandes reações da torcida. Alguns lances isolados provocaram suspiros na platéia, que crescia em ânimo e quantidade a cada minuto. Ao coro de "Deutschland! Deutschland!" e "Finale! Ôo! Finale! Ôooo!", os atentos torcedores acompanhavam cada lance e gritavam inconformados com as poucas oportunidades perdidas da Seleção Alemã.

O interior do restaurante não conseguiu comportar todos que queriam assistir à partida. Por isso, muitos se colocaram em frente às janelas, do lado de fora, e tentavam acompanhar o jogo pelos pequenos televisores voltados para a rua.

Finalmente, o gol - Os gritos ensurdecedores agitaram o local, quando Ballack balançou, aos 38 minutos do primeiro tempo, a rede da equipe norte-americana. Poucos instantes depois, a comemoração pára e os olhos voltam a se concentrar nos monitores.

Em outro pequeno bar, Bei d'r Tant, torcedores alemães, com idade média mais elevada que a do Joe Champs, gritam e cantam vitória depois do gol de Ballack. "Eu nunca considerei a possibilidade de a Alemanha perder", conta Hennes, de 42 anos, dono do local. "Foram muitas as surpresas nessa Copa do Mundo. É difícil dizer quem ganhará a competição", responde o alemão quando questionado sobre o possível campeão.

A festa tomou conta do Ring. Um pequeno trecho em frente ao restaurante americano teve de ser fechado pela polícia, pois a torcida vencedora saiu pelas ruas gritando "Deutschland!" (Alemanha), soltando fogos e entoando gritos de torcida.

Agora Brasil e Alemanha estão nas semifinais. Mesmo assim, a coloniana Bárbara, de 19 anos, acha que a seleção de Scolari ainda vai levar a taça.

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