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Alemanha

Alemães desenvolvem novo método para reconstituição de rostos

Dar nome a um cadáver. De maneira geral, esta é a tarefa dos antropólogos e legistas. Graças a uma nova técnica desenvolvida em Bonn, isto pode ser feito agora de forma mais rápida. O método também serve aos vivos.

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Crânio pode ser identificado em algumas horas

Há muitas situações em que a identificação de cadáveres é impossível através de métodos convencionais, ou seja, usando impressões digitais ou DNA. No caso de terem em mãos uma ossada relativamente inteira do crânio, os peritos tentam descobrir como era o rosto da pessoa através da reconstituição das partes moles da face com uma massa especial. Trata-se de um procedimento que pode durar semanas, pois é preciso moldar uma escultura tridimensional.

No centro de pesquisas holográficas Caesar, em Bonn, no oeste da Alemanha, os pesquisadores desenvolveram um novo método, mais eficiente e rápido. Usando a tomografia computadorizada, decompõem o crânio em diversos segmentos. Num passo seguinte, um programa de computador faz o "recheio" desta estrutura. O resultado é uma foto com uma reconstrução tão detalhada que leva à identificação das ossadas através de fotos.

O problema do software

Os pesquisadores de Bonn desenvolveram um software especial para o reconhecimento de rostos e organizaram um amplo arquivo com rostos (tridimensionais) de pessoas que serviram como modelo. O trabalho do computador consiste na comparação das tomografias com o arquivo. "Ele procura os rostos que combinam com aquele crânio", explica o chefe do centro de pesquisas Caesar, Peter Hering.

No caso de os modelos disponíveis no programa não combinarem 100% com a imagem feita através da ossada, empregam a técnica de computação gráfica chamada "morphing", que permite passar de um rosto a outro, combinando os modelos. Assim, pode-se descobrir de forma fácil e rápida o sexo, idade, procedência e etnia de cadáveres sem identificação, conta o cientista.

Duas semanas em duas horas

A principal vantagem da medição holográfica em relação ao sistema manual de reconstituição do rosto é a sua rapidez, atesta Thorsten Buzug, do Campus RheinAhr Remagen, um dos parceiros do Caesar.

"Com o método convencional, um legista necessita de três dias a duas semanas para recompor um perfil, dependendo do estado do crânio. Graças a programas de computador cada vez mais rápidos, o novo método permite chegarmos a um resultado já em uma ou duas horas", explica.

Não para os mortos

A precisão dos dois métodos é a mesma, acrescenta, "mas o computador facilita as correções". Entre as várias possibilidades de aplicação da nova técnica, os cientistas destacam a identificação dos mortos em catástrofes como o tsunami no Sudeste Asiático ou de ossadas encontradas em valas comuns. Pela grande quantidade de casos e o pouco tempo geralmente disponível, é praticamente impossível reconstruir todos os rostos de forma manual.

A nova técnica, entretanto, tem aplicações também fora da criminalística, como ressalta Hering: "Tivemos o caso de uma garota que desmaiou e caiu sobre uma chapa quente, queimando e deformando todo o lado esquerdo da cabeça. Através de fotos, reconstruímos o rosto dela para os cirurgiões plásticos". O pesquisador cita também o exemplo de um rapaz que teve um lado da cabeça completamente desfigurado devido a um tumor, mas reconstituído pelos médicos graças às imagens holográficas.

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