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Economia

Alemães de olho nas energias renováveis

Alemanha vê no setor de energias regenerativas novas possibilidades de investimentos no Brasil. Livro traça perfil do mercado e dá orientações práticas aos empresários alemães.

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Capa do Manual de Exportação Brasil, publicado pela DENA

"Não é por falta de informações que as empresas alemãs não participam mais ativamente dos novos projetos de infra-estrutura no Brasil", disse recentemente o presidente da Confederação da Indústria Alemã (BDI), Michael Rogowski, a 400 executivos dos dois países reunidos em Stuttgart. A troca de informações entre empresários e governos dos dois países está sendo flanqueada por novas publicações especializadas.

Um exemplo disso é o Manual de Exportação Brasil – Chances de Mercado para Energias Renováveis, publicado pela Agência Alemã de Energia (DENA), com o apoio do BDI, da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha (AHK) e do Instituto Alemão de Energia Eólica. O livro de 200 páginas (280 euros) traça um panorama do mercado energético brasileiro e mostra aos investidores alemães possibilidades concretas de venda da tecnologia das renováveis (eólica, solar e bioenergia) ao país.

Volta às origens

O primeiro capítulo da publicação contém dados gerais sobre o Brasil e sua matriz energética, além de apresentar os cinco principais programas oficiais de fomento às energias renováveis: PROINFA (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica), Luz no Campo, PRODEEM (Programa para o Desenvolvimento da Energia nos Estados e Municípios), o Decreto 2003 (sobre produtores independentes de energia elétrica) e resolução 223 da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) sobre a universalização desse serviço.

Segundo o Ministério das Minas e Energia, o Brasil tem hoje uma capacidade instalada para gerar 80 mil megawatts, sendo que 60% da eletricidade é consumida no Sudeste. Até a metade do século 20, a biomassa era a principal fonte de energia do país. "Em 1941, 77% da energia era gerada de biomassa, 7% por hidrelétricas e 9% vinham do petróleo. Devido à industrialização e à concentração na indústria automobilística, a matriz energética do país mudou radicalmente após a Segunda Guerra Mundial", escreve a DENA.

A substituição da biomassa pelos combustíveis fósseis avançou a passos largos até a crise do petróleo da década de 70, que fez o Brasil voltar às suas fontes originais de energia. Hoje, 90% da eletricidade gerada no país é de origem hidrelétrica. Diante desse quadro, o mercado para novas fontes de energia pode parecer pequeno, mas não deixa de ser interessante para os alemães, donos de tecnologia de ponta nesse setor. A seguir, alguns números publicados no Manual sobre os diferentes segmentos das renováveis:

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