Alemães celebram queda do Muro com festa no Portão de Brandemburgo | Página especial sobre a data da queda do Muro de Berlim | DW | 09.11.2009
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9 de novembro de 1989

Alemães celebram queda do Muro com festa no Portão de Brandemburgo

Berlim comemora 20 anos da queda do Muro com convidados ilustres do mundo inteiro e festa popular no Portão de Brandemburgo. Chanceler federal Angela Merkel lembra a data, pedindo mais esforços para reunificar o país.

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Antes junto à fronteira, monumento é palco dos festejos

O ponto alto das celebrações pelos 20 anos da queda do Muro, nesta segunda-feira (9/11), será à noite, com a chamada Festa da Liberdade no Portão de Brandemburgo, em Berlim. Serão derrubadas cerca de mil pedras gigantes de dominó, medindo quase 2,5 metros, entre o Portão de Brandemburgo e a praça Potsdamer Platz. As peças serão derrubadas no início da festa, simbolizando o efeito dominó que a queda do Muro provocou no mundo.

Centenas de milhares de turistas participam das festividades, que tem na apresentação da banda norte-americana de rock Bon Jovi um de seus destaques. Cerca de três mil jornalistas do mundo inteiro estão na cidade para cobrir os eventos. As redes de televisão alemãs transmitem flashs ao vivo do centro de Berlim, onde muitos turistas se preparam para viver mais um momento histórico na capital alemã.

Kohl cancelou

Para a noite, são aguardados no Portão de Brandemburgo chefes de Estado e de governo dos países da União Europeia, além da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e do presidente russo, Dimitri Medvedev. O ex-chanceler alemão Helmut Kohl, considerado o "chanceler da reunificação" será uma das ausências ilustres. Ele cancelou sua presença na festa devido a problemas de saúde.

Merkel classificou o 9 de novembro de 1989 como o "dia mais feliz da história alemã", em cerimônia religiosa que abriu as celebrações. Ela e o presidente alemão, Horst Köhler, compareceram pela manhã a um culto ecumênico na Gethsemanekirche, igreja que desempenhou um papel importante na revolução pacífica de 1989 na Alemanha Oriental.

Dominosteine vor dem Brandenburger Tor in Berlin Flash-Galerie

Pedras de dominó gigante representam o Muro

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, cobrou mais esforços no sentido de conclusão da reunificação do país. Ela disse em entrevista à TV alemã que na região da antiga Alemanha Oriental houve melhorias, mas que a taxa de desemprego continua sendo o dobro da registrada nos estados ocidentais.

Dia de alegria

Já o presidente alemão, Horst Köhler, afirmou que o dia 9 de novembro deve ser lembrado como um "dia de alegria", mas também como a data em que aconteceu a Noite dos Cristais em 1938, quando sinagogas e estabelecimentos judaicos foram atacados por nazistas na Alemanha, iniciando a perseguição sistemática de judeus no Terceiro Reich. "O 9 de novembro de 1938 e o 9 de novembro de 1989 estão ligados entre si", ressaltou Köhler. "A divisão só pôde ser superada porque nós, alemães, aprendemos as lições da nossa história entre 1933 e 1945", observou.

À tarde, a chanceler federal faz um passeio através de uma das antigas passagens de fronteira berlinenses, acompanhada de Lech Walesa, ex-líder do sindicato polonês Solidariedade, e do ex-dirigente soviético Mikhail Gorbachov.

A secretária norte-americana de Estado, Hillary Clinton, afirmou em uma cerimônia na noite anterior que a queda do Muro foi um dos eventos mais importantes do século 20. "Ele modificou a paisagem de um continente", disse, durante sua primeira viagem à Alemanha como integrante do governo Obama.

MD/dpa/ap

Revisão: Roselaine Wandscheer

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