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Economia

Alemães ajudam pobres a enfrentar ricos

Alemanha auxilia países em desenvolvimento no debate político dentro da OMC: o objetivo é uma melhor colocação dos produtos das nações pobres no mercado mundial.

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Projeto de reciclagem de lixo da GTZ em São Sebastião

O debate adquiriu importância especial agora, nas vésperas da quinta rodada de negociações da OMC, de 10 a 14 deste mês, em Cancún. Os países mais pobres são sugados pelos interesses monopolistas das multinacionais, dizem alguns críticos. Mas não são injustas só as estruturas das nações do Norte, que fecham os seus mercados para os produtos do Sul.

Com freqüência, os próprios países em desenvolvimento não estão em condições de se afirmar nas negociações internacionais e nos acordos multilateriais. E é nisto que a GTZ tenta ajudar.

Para isso, a Agência Alemã de Cooperação Técnica tem um departamento relativamente novo, o de Fomento ao Comércio e Investimentos. Em entrevista à Deutsche Welle, o seu diretor, Wolfgang Zehender, esclareceu que já se foram os tempos em que a GTZ se ocupava no seu trabalho de ajuda ao desenvolvimento só com escavações de cisternas, pequenos jardins, irrigação de campos ou formação de professores no Terceiro Mundo. O novo lema é "melhorar o acesso dos parceiros do Sul ao mercado mundial".

Para colocar os países mais pobres em boa forma para concorrer no mercado mundial, o governo alemão já destinou 75 milhões de euros à cooperação bilateral no comércio. A União Européia colocou também um total de 700 milhões, dos quais um quarto saiu dos cofres alemães.

A GTZ executa projetos no momento em 40 países com a meta de fomentar o comércio e investimentos. Os alemães estão espalhados por vários Estados da América Central, que lutam por acordos comerciais com os Estados Unidos.

Rainer Engels, da GTZ, cita outros projetos maiores na Mongólia e na Índia. O primeiro país enfrenta grandes problemas na área de comércio, principalmente por causa de sua posição entre a Rússia e a China. Estes dois grandes países fecharam ainda mais os seus mercados para os produtos da Mongólia nos últimos anos. A GTZ não pode garantir que Rússia e China abram novamente suas fronteiras para os produtos da Mongólia, mas os alemães procuram fornecer ajuda ao parceiro na Ásia Central.

GTZ Logo

Logotipo da Agência Alemã de Cooperação Ténica (Gesellschaft für Technische Zusammenarbeit - GTZ)

Tarefas da GTZ - Dietrich Kebschull, esclarece o que estes projetos significam concretamente, tomando o caso da Índia como exemplo: "A tarefa é fomentar as exportações da Índia para a Alemanha e outros países que ofereçam boas perspectivas. Apoiar pequenas e médias empresas em todos os setores é necessário, mas com predominância na comercialização, controle de qualidade, regras ecológicas e legislação social. No caso da Índia, isso abrange desde a confecção e venda de tapetes, brinquedos, aparelhos de telefone celular ou artigos de presentes, até software de computador e prestação de serviços".

A questão prioritária, segundo Kebschull, é a qualidade. Isto é fundamental para a colocação de produtos em mercados internacionais exigentes e com normas rígidas como a União Européia. Os indianos estão satisfeitos com o aconselhamento da GTZ, segundo ele, pois consideram a Alemanha um modelo de país exportador.

Mas surge com freqüência a questão sobre o que os países em desenvolvimento acham de ser aconselhados pelos ricos, exatamente os que, vez por outra, impedem o acesso de seus produtos ao mercado mundial. A propósito, os peritos da GTZ em ajuda ao desenvolvimento advertem que não se deve alimentar ilusões no que diz respeito a uma influência da ajuda ao desenvolvimento e da política para este setor no que se refere ao comércio internacional.

"Nós podemos ajudar agricultores a melhorar a qualidade de seus produtos, a cumprir todas as exigências dos mercados europeus ou alemão, mas as decisões para liberalização do comércio internacional são tomadas por outros grupos totalmente diferentes e não pelos da cooperação ao desenvolvimento, que podem ter a ilusão de poder endireitar o mundo", concluiu Kebschull.

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