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Mundo

Alemães abandonam Togo após ataque ao Instituto Goethe

Onda de violência antigermânica naquele país da África Ocidental. Especula-se sobre relação com eleições presidenciais: diplomatas alemães são acusados de apoiar a oposição.

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Destruição no Instituto Goethe de Lomé

O ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, pediu ao governo do Togo que "ponha um fim à caça antigermânica e às calúnias inaceitáveis contra diplomatas alemães, aparentemente organizadas por certos grupos".

Assim Fischer reagiu ao ataque contra o Instituto Goethe da capital Lomé, na madrugada da sexta-feira (29/04), quando jovens armados dispararam contra o centro cultural, incendiando-o em seguida.

Wahlen in Togo Flagge

Partidários do partido do governo togolês

As razões do atentado ainda não foram esclarecidas, porém observadores o associam às agitações no país desde as eleições no domingo (24/04). O chefe da diplomacia alemã quer que "os autores desses indizíveis atos incêndiários e de vandalismo" sejam identificados e punidos.

Embora exigindo que o governo local zele pela segurança dos cidadãos e instituições alemãs, ele também concitou os 300 alemães que vivem aquele país da África Ocidental abandoná-lo. Os primeiros já obedeceram ao apelo.

Danos de 300 mil euros

Após o atentado, a biblioteca do primeiro andar do Instituto Goethe ficou totalmente destruída, assim como parte das salas de aula. Os pistoleiros renderam os guardas de segurança e detonaram toda a iluminação so prédio, invadindo-o em seguida. Eles primeiro atearam fogo à biblioteca, partindo depois para as salas de aula. Carros de bombeiros chegaram ao local antes que os vândalos pudessem alcançar o segundo andar.

Os danos são avaliados em torno de 300 mil euros. Segundo o diretor do Instituto Goethe de Lomé, Herwig Kempf, "apenas três escritórios ainda estão intactos em toda a enorme vila". Tudo o mais foi destruído, inclusive 15 computadores, equipamento audiovisual, toda a fiação e um caminhão de transportes.

Aufstand auf den Straßen Togos

Rebelião de opositores nas ruas de Togo

Esta semana o governo togolês criticara a embaixada alemã, acusando-a de apoiar a oposição. Segundo a sede do Instituto Goethe em Munique, trata-se do primeiro ataque direto a esse centro cultural alemão sem fins políticos, em todo o mundo.

40 anos de ditadura

Faure Gnassingbe

Presidente eleito do Togo, Faure Gnassingbé

Uma onda de violência atravessa o Togo desde as eleições presidenciais, no domingo passado. Ativistas da oposição rejeitaram a vitória de Faure Gnassingbé, o candidato do Partido Popular Togolês, de situação. Segundo dados da oposição, 100 pessoas já morreram até o momento.

As agitações começaram naquele país de quase cinco milhões de habitantes com a morte do presidente Gnassingbé Eyadema, pai de Faure, em fevereiro passado. Ele governara o país por quase 40 anos. Há dez anos a União Européia mantém sanções contra o Togo, tentando forçar o ditador Eyadema a introduzir reformas democráticas.