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Cultura

Além das verbas do Nobel

A Alemanha tem sido criticada pela fraca performance na área científica. Dois prêmios internacionais foram criados visando uma mudança de curso nas pesquisas do país. Um ano e meio depois, é chegada a hora do balanço.

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Em busca de cientistas para a pesquisa de ponta

O professor Joachim Schultze retornou à Alemanha depois de passar dez anos em Boston, na Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard. O imunologista dedica-se atualmente, em Colônia, a pesquisas sobre o câncer. Na sua opinião, a performance da Alemanha na área científica chega a ser melhor que sua fama, que não é das melhores no momento.

Em entrevista à DW-WORLD, Schultze observou que a parca apresentação pública de pesquisas bem-sucedidas é uma das desvantagens que afetam pesquisadores alemães em relação a seus colegas norte-americanos. Nos EUA, segundo Schultze, executa-se na área científica um brilhante trabalho de relações públicas. Comportamento que deveria, segundo o médico, ser copiado pelos alemães sem maiores pudores, que veriam assim os resultados de suas pesquisas tornarem-se conhecidos.

Proposta atraente

Wolfgang Paul

Físico alemão Wolfgang Paul, que dá nome a um dos prêmios

Entretanto, Schultze é um dos nomes que teriam preferido seguir carreira nos EUA, não fossem dois novos prêmios concedidos na Alemanha pela Fundação Alexander von Humboldt e pelo Ministério de Educação e Ciência. Trata-se do prêmio Wolfgang Paul, destinado a cientistas já conhecidos de fora do país, e o Sofja Kovalevskaja, voltado para jovens talentos de todo o mundo.

O objetivo das premiações, concedidas uma única vez a 43 pesquisadores, foi possibilitar aos vencedores uma estada de vários anos em solo alemão, completamente financiada. Os prêmios perfazem um total de 36 milhões de euros, sendo assim os mais altos da história da premiação científica no país. Apenas o valor destinado aos ganhadores do prêmio Wolfgang Paul, de até 2,3 milhões de euros, ultrapassa em muito os limites financeiros do Prêmio Nobel. Para o Sofia Kovalevskaia, destinado aos jovens cientistas, flui um total de 1,2 milhão de euros.

Prêmio traz retorno

Sofja Kovalevskaja

A russa Sofia Kovalevskaia, primeira mulher a assumir uma cadeira como professora de Matemática em Estocolmo, no ano de 1898

As expectativas que envolvem os ganhadores dos prêmios – oriundos de mais de uma dúzia de países e de um número semelhante de áreas científicas – são altas. Segundo o assessor de imprensa da Fundação Alexander von Humboldt, os primeiros 18 meses dos pesquisadores na Alemanha foram proveitosos. Também o físico russo Aleksei Khokhlov, um dos vencedores do prêmio Wolfgang Paul, diz-se satisfeito com os resultados.

Em entrevista à DW-WORLD, Khokhlov salientou que a premiação cumpriu seus propóstitos. Pretendia-se, com a iniciativa, trazer às universidades alemãs novos aspectos científicos, que poderiam ser desenvolvidos ao lado dos especialistas alemães. No caso de Khokhlov, trata-se de um projeto que envolve pesquisas com materiais sintéticos.

Visando mudanças

O pesquisador russo acredita que o ponto fraco das universidades alemãs é não poder escolher seus próprios estudantes. Também Schultze, recém chegado dos EUA, espera que a Alemanha modifique gradualmente suas estruturas acadêmicas. Na sua opinião, nem todas as universidades do país precisariam ser equipadas da mesma forma.

Em vez do princípio democrático, Schultze recomenda a criação de alguns Centers of Excellence, aos moldes das universidades norte-americanas de Harvard, Standford e Yale. Os prêmios Wolfgang Paul e Sofia Kovalevskaia são vistos por Schultze como uma medida correta, a ser seguida. Pois essa seria, segundo o cientista, a única maneira de fazer com que pesquisadores de primeira linha troquem os EUA pela Alemanha.

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