Além da Copa de 2022, Catar sediará próxima Conferência do Clima | Novidades da ciência para melhorar a qualidade de vida | DW | 12.12.2011
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Ciência e Saúde

Além da Copa de 2022, Catar sediará próxima Conferência do Clima

Justamente o Catar, maior emissor per capita de gases do efeito estufa no mundo, sediará a próxima Conferência do Clima das Nações Unidas. Ativistas dizem que o país faz pouco pela proteção climática.

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Instalação para a produção de gás no Catar

O anfitrião da próxima Conferência do Clima, em 2012, será em Doha, no Catar. Pela primeira vez a cúpula climática da ONU acontecerá no Oriente Médio. E logo num país que exerce um papel vergonhoso na proteção do clima global.

O Catar é o campeão mundial em emissões de gases do efeito estufa. Em nenhum outro país do mundo os habitantes emitem per capita tantos gases do efeito estufa quanto nesse Estado do Golfo Pérsico. A emissão de cada um dos 1,8 milhão de habitantes equivale a 49 toneladas de CO2, ou seja, duas vezes e meia mais que os norte-americanos e até cinco vezes mais que os alemães.

A ativista libanesa Nina Jamal, da ONG IndyAct, engaja-se por mais proteção ambiental no mundo árabe. Ela está preocupada com o fato de justamente o Catar ser a sede da próxima Conferência do Clima, a COP18. "O Catar não tem nenhuma posição sobre a proteção climática, ao menos nenhuma anunciada oficialmente. O país não participa ativamente das negociações", diz Jamal.

A ativista critica que o Catar não se pronunciou sobre sua posição em relação à proteção climática. "São coisas que o anfitrião de uma conferência deve fazer. Se nós não sabemos, como podemos estar seguros de que o país irá ajudar para que se chegue a um ambicioso acordo climático?"

Papel positivo como mediador no mundo árabe

No entanto, ao analisar o papel do Catar no mundo árabe, Jamal encontra argumentos que defendem o papel do país como anfitrião: "Há fatos que levam a crer que eles possam ser bons diplomatas. Muitas vezes, eles desempenharam o papel de mediadores na região".

Em termos per capita, os quatro maiores emissores mundiais de gases de efeito estufa se encontram no Golfo Pérsico. Depois do Catar seguem-se os Emirados Árabes Unidos, o Barein e o Kuwait.

Christoph Bals, que acompanha há anos as negociações do clima em nome da organização alemã Germanwatch, diz ter a impressão de que o problema do aquecimento global está sendo discutido de forma diferente na região do Golfo Pérsico do que há dois anos.

"Pela primeira vez, discute-se no Catar a possibilidade de expandir o uso das energias renováveis, em paralelo ao gás e ao petróleo. E eles também discutem se querem se distanciar politicamente da posição de sempre dizer 'não'".

Catar precisa combater emissões de gases estufa

Jamal exige do Catar que aja contra as altas emissões de gases estufa. "Como um país em desenvolvimento rico, ele tem de assumir o papel de liderança". Para a ativista, o Catar deve considerar que a imagem as pessoas terão na memória após a 18ª Conferência do Clima. "Será que o Catar irá querer entrar para a história como um Estado que lutou pelos interesses do petróleo, negligenciando outros países em desenvolvimento pobres e ameaçados pelas mudanças climáticas?".

Tanto Jamal como Bal esperam, em todo caso, que a 18ª Conferência do Clima das Nações Unidas não entre para a história como somente a primeira conferência realizada num país árabe. Em vez disso, eles esperam que ela motive muitos Estados da região a fazer mais pela proteção do meio ambiente.

Autor: Johannes Beck (ca)
Revisão: Alexandre Schossler

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