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Mundo

Akihito expressa "remorso" por ações do Japão na 2ª Guerra

Imperador japonês diz que sente "profundo remorso" por ações do país no conflito. Pequim, Pyongyang e Seul criticaram discurso do primeiro-ministro, Shinzo Abe, no dia anterior e exigiram desculpas sinceras de Tóquio.

Japan Zeremonie 70 Jahre Kriegsende Kaiser Akihito

Akihito e a imperatriz Michiko participam de cerimônia dos 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial

O imperador do Japão, Akihito, afirmou neste sábado (15/08) que sente "profundo remorso" pelo papel do país na Segunda Guerra Mundial, no aniversário de 70 anos do fim do conflito. De acordo com a imprensa local, é a primeira vez que o imperador, de 81 anos, manifestou remorso pelas ações japonesas em uma cerimônia de lembrança da rendição do país.

"Recordando o passado, com profundo remorso sobre a guerra e esperando, sinceramente, que a tragédia não se repita, eu, em conjunto com o povo em toda a nação, expresso a minha tristeza sincera em relação àqueles que caíram na batalha e rezo pela prosperidade do nosso país e da paz mundial", discursou Akihito durante o ato, realizado em Tóquio.

Nações vizinhas criticaram o discurso do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, realizado na sexta-feira. Ao mesmo tempo que expressou "profundo pesar e eternas e sinceras condolências" pelas vítimas do conflito no Japão e no exterior, o premiê disse que as novas gerações não devem ser predestinadas a pedir desculpas pelo passado.

China, Coreia do Sul e Coreia do Norte pediram retratação por parte dos japoneses. Pequim exigiu "desculpas sinceras" ao líder japonês, na primeira reação oficial às declarações de Abe. Já Pyongyang definiu como um "imperdoável insulto ao povo coreano" as palavras do premiê. A presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, considerou que as desculpas "deixam muito a desejar".

FC/ap/afp/rtr/efe/lusa

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