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Economia

Airbus recebe 44% a menos de encomendas em 2001

A fabricante de aviões anunciou o cancelamento de seis mil contratos de funcionários diretos e indiretos até o final do ano.

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Bons tempos da Airbus podem ter chegado ao fim

A crise das companhias aéreas, aprofundada pelos ataques terroristas de 11 de setembro, refletiu diretamente no número de encomendas de aeronaves da Airbus. O presidente da fabricante européia de aviões concedeu uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, em Paris, onde anunciou que pretende terminar 2002 com apenas 44.500 funcionários.

Noël Forgeard explicou que 4000 empregos indiretos serão cortados, assim como outros mil deixarão de receber contratos temporários. A empresa também está contando em fazer acordos de aposentadoria antecipada para mais mil funcionários fixos. Os planos de contenção de custos prevêem uma redução de 600 milhões de euros (1,25 bilhão de reais) no pagamento de salários e nos gastos com novos investimentos.

O ano de 2001 foi marcado por uma redução de 44% no número de pedidos para novas máquinas da Airbus. A indústria recebeu apenas 274 encomendas ano passado, contra 492 em 2000. Após os atentados em Nova York, 101 contratos foram cancelados, sendo 90% de companhias aéreas.

A americana Boeing, principal concorrente da Airbus, também sofreu uma forte queda no número de encomendas. Em 2000, foram assinados 608 contratos, enquanto ano passado o número de pedidos ficou em 335.

Apesar do futuro duvidoso, o ano de 2001 foi marcado por um novo recorde quebrado pela Airbus. A companhia entregou 325 aeronaves e teve um faturamento de 23,27 bilhões de euros (48,5 bilhões de reais), o mais alto de toda a história da empresa. A Airbus havia entregue 311 aviões em 2000. Pelo menos mais 300 entregas já estão previstas para os próximos dois anos.

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