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Mundo

Airbus fará queixa por suposta espionagem

Gigante europeia anuncia que vai apresentar queixa-crime por suspeita de espionagem industrial. Imprensa noticiou que a empresa foi alvo das agências de inteligência alemã e americana, BND e NSA.

O Grupo Airbus afirmou nesta quinta-feira (30/04) que vai apresentar uma queixa-crime contra pessoas desconhecidas, após a imprensa divulgar que a empresa teria sido alvo de espionagem do Departamento Federal de Informações da Alemanha (BND) em colaboração com a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA.

"Pedimos ao governo alemão mais informações", afirmou um porta-voz da Airbus, uma das líderes mundiais nos segmentos aeroespacial e de defesa. "Vamos lançar uma queixa contra uma pessoa desconhecida por suspeita de espionagem industrial."

Mais cedo, numa conferência sobre os resultados da empresa no primeiro trimestre, o diretor financeiro da Airbus, Harald Wilhelm, afirmou que não estava surpreso com o fato de a empresa estar sujeita a tentativas de espionagem.

O site da revista alemã Spiegel noticiou, em 23 de abril último, que funcionários do BND ajudaram os EUA a espionarem alvos europeus, incluindo alemães. Entre os espionados estariam o Grupo Airbus e autoridades francesas. De acordo com a revista, a agência alemã coletou informações em mais de 40 mil casos e repassou endereços de IP e números de celulares para os americanos.

Nesta segunda-feira, o tabloide alemão Bild afirmou, citando documentos da agência de inteligência, que as agências de espionagem dos EUA tinham há anos como alvo a Airbus e a Eurocopter, atualmente chamada de Airbus Helicopters, bem como outras empresas. De acordo com a publicação, o governo alemão sabia do fato desde 2008.

"Os agentes estão aqui"

Nesta quarta-feira, o jornal alemão Süddeutsche Zeitung (SZ) e as emissoras públicas regionais de rádio e televisão NRD e WDR disseram que o a NSA a espionar altos funcionários do ministério do Exterior francês e da Comissão Europeia.

O ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, negou nesta quarta-feira ter mentido ao Bundestag sobre a cooperação dos alemães com as agências de espionagem dos EUA.

Em entrevista coletiva em Bruxelas, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse que ele propôs que órgão europeu tivesse seu próprio serviço secreto, "porque os agentes estão aqui". Ele disse não saber se espiões alemães estavam ativos na capital belga.

Juncker, que renunciou o cargo de primeiro-ministro de Luxemburgo em 2013 após um escândalo de espionagem e corrupção, afirmou que sabe, por experiência própria, que é muito difícil manter sob controle os serviços secretos.

FC/rtr/afp

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