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Mundo

Aiatolá diz que Irã não vai mudar política anti-EUA

Em discurso no fim do Ramadã, Ali Khamenei afirma que não vai mudar postura crítica de Teerã contra Washington nem o apoio às nações do Oriente Médio. Ele pede que os políticos preservem os interesses nacionais do país.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou neste sábado (18/07) que o acordo nuclear alcançado com as potências mundiais não vai mudar a postura crítica do país frente à política dos Estados Unidos no Oriente Médio nem o apoio de Teerã aos países amigos na região.

"Com o texto do acordo, aprovado ou não, não vamos parar de apoiar os povos oprimidos da Palestina, Síria, Bahrein e Líbano. Nossas políticas frente à arrogância dos EUA não vão mudar", afirmou Khamenei em discurso transmitido pela televisão estatal para marcar o fim do Ramadã. "A forma como os americanos tratam a região é diferente do Irã."

O líder supremo do país, que detém a última palavra em todos os assuntos públicos do Irã, quer que os políticos iranianos examinem o acordo para garantir que os interesses nacionais sejam preservados.

"Os americanos afirmam que proibiram que o Irã adquirisse uma arma nuclear. Eles sabem, porém, que isso não é verdade", afirmou Khamenei. "Cumprimos um decreto religioso que diz que armas nucleares são religiosamente proibidas pela lei islâmica. Não havia nada a ver com as negociações do acordo nuclear."

As declarações de Khamenei ocorrem na sequência de uma resolução histórica fechada na terça-feira entre Irã e o grupo chamado P5+1 (EUA, França, Rússia, China, Reino Unido, mais Alemanha).

Com a decisão, as sanções impostas ao Irã por EUA, União Europeia e ONU serão removidas em troca de o governo iraniano concordar com restrições de longo prazo ao seu programa nuclear – considerado pelos países ocidentais como um projeto visando a criação de uma bomba nuclear.

FC/rtr/ap/afp/dpa/efe/lusa

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