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Mundo

AI denuncia ataques sistemáticos contra hospitais sírios

Anistia Internacional acusa forças sírias e russas de alvejarem deliberadamente centros médicos como parte de uma "estratégia de guerra". Negociações de paz devem ser retomadas na próxima semana, em Genebra.

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Hospital Al-Kindi, em Aleppo, completamente destruído.

Ataques aéreos executados pelo governo sírio e forças russas contra hospitais e outras instalações médicas fazem parte de uma "estratégia de guerra" visando preparar o caminho às tropas terrestres para avançar até Aleppo, afirmou a Anistia Internacional (AI), nesta quinta-feira (03/03).

"Forças governamentais russas e sírias parecem ter alvejado deliberada e sistematicamente hospitais e outras instalações médicas nos últimos três meses", disse a ONG, acrescentando que os ataques foram intensificados durante as recentes negociações sobre uma trégua na Síria.

"Forças síria e russas atacaram deliberadamente instalações de saúde em flagrante violação do direito humanitário internacional", reforçou a diretora de resposta a crises da Anistia, Tirana Hassan. "Mas o que é realmente vulgar, é que acabar com hospitais parece ter se tornado parte de sua estratégia militar."

A Anistia Internacional afirmou ter "provas convincentes" de pelo menos seis ataques deliberados contra centros médicos na província de Aleppo nas últimas 12 semanas, que mataram pelo menos três civis. A ONG afirmou que todas as testemunhas com quais conversou relataram que não havia alvos militares nas proximidades dos hospitais atacados.

Já a organização médica sírio-americana Sams comunicou à Anistia que na região de Aleppo ocorreram ao menos 14 bombardeios contra hospitais, que causaram a morte de quatro funcionários e 45 civis.

As negociações de paz patrocinadas pela ONU estão programadas para serem retomadas em Genebra na próxima semana, após terem sido suspensas no mês passado em meio a uma ofensiva militar de Damasco em torno de Aleppo. A operação, apoiada por Moscou, desencadeou um êxodo de dezenas de milhares de civis.

Em dezembro, a Anistia Internacional pediu por uma investigação independente sobre os relatos de que ataques aéreos russos teriam matado centenas de civis na Síria. Um relatório da ONG sobre mortes de civis destaca evidências de que a Rússia possa ter usado munições de fragmentação proibidas internacionalmente e bombas não guiadas para atacar alvos em áreas residenciais, incluindo hospitais.

PV/epd/afp/ap

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