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Mundo

Ahmadinejad se recusa a cumprir ultimato da ONU

Presidente iraniano afirma que país não abandonará seu programa de enriquecimento de urânio. Declaração é feita às vésperas de se encerrar o prazo final dado pelo Conselho de Segurança.

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Presidente concedeu entrevista coletiva em Teerã

Dois dias antes do prazo final dado pelo Conselho de Segurança da ONU para que o Irã encerre suas atividades de enriquecimento de urânio, o presidente Mahmud Ahmadinejad disse mais uma vez que o país não abandonará seu programa nuclear. "Não nos curvaremos a ameaças e ultimatos", disse o presidente iraniano nesta terça-feira (29/08) durante uma entrevista coletiva.

"Um país que está em condições de produzir seu próprio combustível nuclear também pode lidar com sanções", disse Ahmadinejad sobre as ameaças feitas pela ONU e pelos Estados Unidos ao Irã.

Sanções

Ele disse não acreditar que o Conselho de Segurança da ONU imponha sanções ao seu país. Segundo Ahmadinejad, isso é "pouco provável". Mas caso elas venham a ser postas em prática, o Irã "agirá de acordo" com essa decisão, sem entrar em detalhes.

O presidente iraniano acusou os Estados Unidos e o Reino Unido de instrumentalizarem as Nações Unidas para impor suas vontades aos demais países do mundo. "Não iremos permitir que alguns países se façam passar por representantes do mundo e nos privar de nossos direitos legítimos."

Poder de veto

Ele também questionou o poder de veto do Conselho de Segurança da ONU. Segundo ele, os Estados Unidos e o Reino Unido são a "origem de muitas tensões" por disporem de poder de veto no conselho, o qual não pode ser confrontado. Segundo o presidente iraniano, o poder de veto desses países é "um insulto à dignidade, à independência, à liberdade e à soberania das nações".

Além dos Estados Unidos e do Reino Unido, França, Rússia e China também dispõe de poder de veto no conselho.

Ahmadinejad também desafiou o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a um debate televisivo sobre o "desenvolvimento no mundo". Pré-requisito para o debate seria a ausência de censura.

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