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Economia

Agrotóxico: 450 fazendas interditadas

As autoridades descobriram que trigo contaminado com o agrotóxico Nitrofeno foi utilizado na fabricação de ração convencional. Até agora o escândalo só havia atingido propriedades de cultivo biológico.

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A firma 'GS agri' não foi a única a fornecer rações contaminadas com Nitrofeno

Mais de 450 propriedades agrícolas foram interditadas na Alemanha, principalmente no norte do país, por suspeita de contaminação com o agrotóxico Nitrofeno. O secretário da Agricultura de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, o estado mais afetado e o mais pobre dos que passaram a integrar a Alemanha com a reunificação, referiu-se a um "imenso prejuízo econômico". A maior fazenda de criação de suínos do estado, perto de com 65 mil animais, é uma das propriedades em que serão realizados testes para ver em que medida a ração contaminou os animais.

A interdição foi determinada quando as autoridades verificaram onde tinham ido parar 72 toneladas de cereais antes armazenadas num depósito com alta contaminação de restos de pesticidas. Fornecido a um fabricante tradicional de rações em dezembro do ano passado, esse cereal entrou na elaboração de 50 mil toneladas de ração animal. Antes disso, o "escândalo do Nitrofeno" só havia afetado propriedades onde se pratica a agropecuária de cultivo biológico.

Contaminação data do regime comunista

Até agora só foi identificado um único depósito em Malchin como a fonte da contaminação. Uma prova obtida na raspagem de um parede revelou um valor exorbitante: 77 gramas de agrotóxico por quilo, quando o limite permitido por lei é de 0,01 miligrama. O depósito foi o centro de armazenamento de agrotóxicos para o norte da Alemanha Oriental, de regime comunista. Depois da reunificação, não constava da lista estadual de propriedades com algum tipo de contaminação. O trigo que esteve em Malchin continha 0,346 miligrama de Nitrofeno.

Segundo o Ministério da Agricultura e Defesa do Consumidor, rações convencionais contaminadas só foram fornecidas a fazendas nos estados de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e Brandemburgo, no norte. O primeiro entrou com uma queixa perante a Justiça. No entanto, também há propriedades interditadas em mais seis estados alemães, nas quais serão realizados testes.

Uma associação de pequenos agricultores (AbL) criticou severamente a agro-indústria. "Não estamos às voltas com falhas individuais. Trata-se de uma máfia das rações, que faz seus negócios às custas dos agricultores e dos consumidores", disse Friedrich Wilhelm zu Baringdorf, presidente da AbL, exigindo que as investigações passem à alçada da Polícia Federal.