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Economia

Agropecuária aumentou lucro em 2001 apesar das crises

Mesmo com o mal da vaca louca e a febre aftosa, os agricultores e pecuaristas conseguiram aumentar seus lucros no ano passado. A agricultura biológica teve seu maior crescimento desde 1993.

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Propriedade agrícola na Baviera

As crises que o setor de pecuária enfrentou no ano passado não afetaram o desempenho geral da agropecuária na Alemanha, pois os agricultores fecharam novamente seu balanço com lucro. Essa é a principal constatação do Relatório Agrícola 2002, que a ministra Renate Künast (Partido Verde) apresentou nesta quarta-feira, em Berlim.

Aves e suínos dão lucro - O lucro médio por propriedade agrícola aumentou 17,7% para 36.320 euros. Quem apostou na criação de aves e porcos teve um acréscimo de 88% em seus lucros. Em compensação, a renda dos criadores de gado caiu 7,5%, devido ao mal da vaca louca e à crise de confiança dos consumidores. Estes deram preferência aos produtos de fazendas biológicas que, porém, não conseguiram suprir a demanda.

Em 2002, Renate Künast conta com um novo aumento dos lucros de 5%, o que é demasiado otimista segundo a Federação Alemã de Agricultores. Ela espera uma estagnação, pois os criadores de gado terão novamente prejuízos.

Fazendas em extinção - Mais lucros, mas menos agricultores e pecuaristas, esse é o outro lado da medalha, que ficou patente com a divulgação do relatório. O número de fazendas e propriedades agrícolas diminuiu em 11 mil, totalizando 410 mil. A tendência é constante: nos últimos dez anos, 130 mil agricultores e pecuaristas desistiram de produzir para o mercado.

Agricultura biológica avança - No entanto, um outro número subiu, para alegria da ministra da Agricultura e Defesa do Consumidor. "Tivemos um crescimento notório da agricultura sob critérios ecológicos na Alemanha. O número das empresas agrícolas de cultivo biológico aumentou 22% em relação a 1999. Esse foi o maior crescimento desde 1993", comparou Künast.

Problemas no leste - Também na agricultura e pecuária há uma fronteira entre leste e oeste na Alemanha. Os lucros foram obtidos principalmente no ocidente, enquanto os agricultores no leste tiveram uma queda de 13,8% em média. O motivo é que as grandes fazendas no leste, que surgiram das antigas cooperativas estatais da Alemanha Oriental, se especializaram em criação de gado e foram mais atingidas pela crise do mal da vaca louca. Ao mesmo tempo, a criação de suínos não é significativa no leste.

A ministra recusou subvenções ou programas especiais para socorrer a agropecuária no leste, indicando que é preciso pensar na rentabilidade das propriedades rurais. Para as que se situam perto do litoral ou de cidades atraentes, sugeriu uma nova orientação voltada para o turismo e a proteção ambiental.