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Economia

Agricultura biológica em crescimento

Ao inaugurar a feira internacional de produtos naturais BioFach, em Nurembergue, a ministra alemã da Agricultura, Renate Künast, previu um boom de produtos de cultivo biológico.

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Os cosméticos naturais premiados na Feira BioFach, em Nurembergue

Um copo de leite após um cálice de Sherry, uma fatia de presunto espanhol de uma criação de porcos "ecológica", depois uma cerveja "biológica", acompanhada de mais petiscos: um estômago forte é do que a ministra alemã da Agricultura e Defesa do Consumidor, Renate Künast, mais precisou, nesta quinta-feira, ao dar uma volta pela 12ª BioFach, a feira internacional de alimentos de cultivo biológico e produtos ecológicos, que inaugurou em Nurembergue.

Dela participam 1.865 expositores de 57 países, o que é um novo recorde. Do Brasil vieram 32 expositores, desde fazendas e cooperativas até representações de governos estaduais, principalmente da região sul. Da Itália, onde está mais desenvolvida a produção biológica, vieram 360 expositores.

Selo biológico favorecerá crescimento - Renate Künast elogia o comércio alemão por interessar-se cada vez mais por alimentos produzidos de forma benéfica para o meio ambiente e mais saudável para o consumidor. Após a introdução do selo biológico na Alemanha, ela conta com um boom desses produtos. "Agora sim que vamos ter um grande crescimento nesse setor", afirmou. O selo uniformizou os critérios, facilitando a identificação dos alimentos de cultivo biológico pelos consumidores. Há 2.200 alimentos e outros bens com o novo selo.

Áreas de cultivo biológico - Ao mesmo tempo, a ministra apelou aos produtores para que continuem se esforçando. Só assim a Alemanha conseguirá acompanhar os países europeus mais adiantados. "O cultivo biológico está avançando por toda parte na Europa e a Alemanha não pode ficar para trás", disse a política do Partido Verde, que ainda enfrenta resistência no país, de parte da agricultura tradicional e da Federação Alemã dos Agricultores.

Atualmente o cultivo biológico é praticado em plantações com uma extensão de 650 mil hectares, o que corresponde a 4% do total da superfície plantada. O governo alemão quer ampliar essa parcela para 20%.

"O futuro está na agricultura biológica", ressaltou a ministra, tendo em vista o ingresso de países do leste europeu na União Européia. Eles terão a possibilidade de optar pela industrialização da agropecuária ou pelo caminho do desenvolvimento sustentável. A BioFach, na qual também são apresentados cosméticos naturais, tecidos e outros Öko-Produkte (produtos ecológicos), vai até domingo (17). Os organizadores esperam 25 mil visitantes, principalmente público especializado.

A Liga de Produção Ecológica Bioland anunciou que 440 empresas agrícolas ingressaram na federação em 2001. Ela conta agora com 4.150 membros, que produzem de acordo com critérios ecológicos, anunciou Bioland em Mainz.

Greenpeace quer mais cultivo biológico no Terceiro Mundo - Ao mesmo tempo, o Greenpeace divulgou, em Nurembergue, o resultado de um estudo, realizado em conjunto com a Associação Internacional dos Movimentos de Agricultura Biológica (IFOAM), demonstrando que a agricultura biológica também faz sentido nos países em vias de desenvolvimento.

Assim, os camponeses de Madhya Pradesh, na Índia, obtêm uma colheita de algodão 20% superior à de seus vizinhos, que produzem pelos métodos tradicionais. Em Madagascar, a colheita de arroz chegou a duplicar, recorrendo-se a critérios biológicos na plantação. O Greenpeace exigiu, por isso, que se fomente o cultivo biológico nos países em desenvolvimento.