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Cultura

Aggro Berlin: sex(ism)o, violência, drogas e pouco rock'n'roll

'Planet pro Berlin' salva órfãos da Love Parade – Live 8: música pop pela África – O Nipplegate no escuro de Mariah Carey – Tiefschwarz: comendo livros – Aggro Berlin: como o hip hop alemão perdeu a graça

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Selo de hip hop berlinense choca com temas nacionalistas

Mariah evita Nipplegate

Mariah Carey teve mais sorte que Janet Jackson. Ou um manager mais atento a incidentes. Desde seu lançamento na Alemanha, o álbum Emancipation of Mimi não sai das paradas. Mas tão emancipada assim, Mimi não é.

Karlsruhe foi a única cidade alemã da turnê internacional de Mimi. Cerca de 4,5 mil fãs assistiam ao show a céu aberto e tudo corria bem, até que, durante o bis, as luzes e os dois telões se apagaram. Faltou energia? Não, foi o manager que agiu às pressas quando o bustiê que Mariah trazia arrebentou. Sorte! Outras pagaram caro pelo mesmo delito.

Tiefschwarz: coma livros!

Os irmãos Ali e Basti Schwarz respondem pelo nome de Tiefschwarz. E eles acabaram de lançar um novo álbum: Eat Books. Tiefschwarz se tornou referência na cena house alemã e européia em 2001, com o álbum de estréia Ral 9005, recheado de um deep house limpo, decorado com elementos jazzísticos. O single No More Trouble lotava pistas por toda a Europa e os irmãos de Stuttgart se tornaram dois dos mais cobiçados DJs do continente.

Gruppe Tiefschwarz

Os irmãos Basti e Ali Schwarz

Até então, era isso: muitas festas, discotecagens, remixes. Agora a coisa parece ter mudado. A música house acabou cedendo espaço nas pistas para o grande revival dos anos 80, e a palavra da moda era o eletroclash. Há quem goste e quem odeie, mas o estilo muito contribuiu para quebrar as fronteiras entre gêneros musicais.

Plattencover Tiefschwarz

Tiefschwarz: 'Eat Books'

Eat Books é um reflexo disso. Uma música house mais amadurecida e mais aberta, um álbum mais pop, com mais guitarras, sintetizadores e uma novidade: vocais (entre os convidados estão Tracey Thorn, do Everything But The Girl, e Matt Safer, do The Rapture). É normal: quem come livros, acaba vomitando palavras.

Festa de step

O fim da Love Parade deixou um sabor amargo na cena tecno da capital. Mas órfã, Berlim não ficou. No mesmo final de semana (09/07) em que os fãs da parada do amor teriam coberto o parque Tiergarten de lixo, caso a Love Parade tivesse encontrado patrocinador, aconteceu a festa Planet pro Berlin.

Planet pro Berlin, Alternativparty zur Love Parade

Live 8 em Berlim

A partir de agora, o assunto é sério. O evento do mês foi o Live 8. Berlim foi uma das nove cidades que sediaram o evento, embora nem todos que assistiram aos shows saibam por quê. Paris, Londres, Moscou, Filadélfia, entre outras metrópoles internacionais, reuniram estrelas de pequeno, médio e grande porte. Mas "isso não é um show de rock, é um protesto", gritava do palco o desesperado Campino, líder da banda punk Die Toten Hosen.

Live 8 Berlin Brandenburger Tor Die Toten Hosen

Berlim viu bandas alemãs como Wir sind Helden, Silbermond, Herbert Grönemeyer e até alguns grandes internacionais, como A-ha, Roxy Music, Green Day e Faithless. Mas o papel político do evento – um protesto contra a atitude dos países ricos em relação à África – parece ter passado batido até pelos governantes.

Tanto que o público teve de se aglomerar nos longos corredores do Tiergarten e quem pôde reconhecer a silhueta do palco a quilômetros de distância se deu por satisfeito. Tudo isso para que o gramado e os regadores automáticos em frente ao Parlamento alemão não fossem danificados.

Se as coisas chegaram a esse ponto, nem vale mais a pena reclamar que muitos dos presentes não sabiam do que se tratava. Pois, enquanto os tablóides britânicos comparam o organizador Bob Geldof à Madre Teresa e sugerem seu nome ao Nobel da Paz, o jornal Star, de Johannesburgo, lembra que a maior parte dos africanos nem tomou conhecimento do evento.

Leia mais na página seguinte sobre a polêmica no hip hop alemão .

Foram dez palcos separados por apenas 100 metros de distância, nos quais, durante dez horas, clubes, gravadoras e revistas de música da cidade apresentaram seus melhores DJs. Cerca de 15 mil pessoas dançaram a céu aberto, entre o anjo (Siegessäule) e a praça Potsdamer Platz. Entre os DJs convidados estavam estrelas internacionais, como o DJ Animal, do Brasil.

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