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Economia

Agências para serviços de pessoal decepcionam

Há um ano a Comissão Hartz introduziu as PSAs, entre outras medidas para o combate ao desemprego na Alemanha. Hora para um balanço, em meio à enxurrada de críticas.

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Trabalho clandestino: perigo para o mercado de empregos

As agências para serviços de pessoal ( personal service agentur – PSA) são um fracasso. Como peça central da reforma do mercado de trabalho, proposta há um ano pela comissão encabeçada por Peter Hartz, diretor de Recursos Humanos da Volkswagen, elas deveriam fornecer este ano ocupação para 50 mil desempregados. As PSAs funcionam como empreiteiras, procurando colocar os desempregados em empresas por tempo determinado.

Segundo o Departamento Federal do Trabalho (BA), até o final de julho foram criadas 747 dessas agências, com capacidade para atender 35 mil desempregados. Na realidade, dos 6500 que recorreram às PSAs, apenas 188 encontraram trabalho. Mas, como a maioria das agências apenas iniciou suas atividades em junho, o BA continua firme na meta de empregar 50 mil, pelo menos em caráter temporário, até o fim do ano.

Apesar de todas as justificativas, na opinião do ministro alemão da Economia e do Trabalho, Wolfgang Clement, trata-se de um "resultado absolutamente insatisfatório". Ele prometeu fazer uma sindicância, para conferir se as empresas certas foram contatadas. Clement continua convicto de que a medida dará certo, assim que a conjuntura se recuperar. Entretanto, caso continue não apresentando resultados positivos a longo prazo, será preciso "refletir se aquilo que iniciamos está certo", admitiu o ministro.

Modesto balanço positivo

Ao completarem um ano, as PSAs não sofreram críticas apenas do ministro do Trabalho, mas também dos empregadores e dos sindicatos. Segundo a BDA, entidade que congrega as associações alemãs de empregadores, elas distorcem as relações de concorrência no mercado de trabalho temporário e devem ser rapidamente dissolvidas. Entre as acusações mais sérias, está a de causar dumping de preços com a ajuda de subvenções.

No magro saldo positivo das medidas propostas pela Comissão Hartz e já implementadas, estão os "mini-jobs". Estes liberam de impostos e descontos os empregos com salários até 400 euros mensais. Os empregadores pagam uma porcentagem fixa de 25% ou, no caso de trabalhos realizados no âmbito doméstico, apenas 12%. Segundo dados da Bundesknappschaft, encarregada da arrecadação dos encargos sociais, desde a introdução dos "mini-jobs", em 1º de abril de 2003, foram criados mais 930 mil empregos no setor salarial inferior.

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