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Economia

Agência Espacial Européia completa 30 anos

Criada em 1975 a partir de uma convenção assinada por nove países, a Agência Espacial Européia (ESA) foi uma das pioneiras no lançamento de satélites comerciais.

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Foguete Ariane 5 com a sonda Rosetta, desenvolvidos pela ESA

Há 30 anos, quando representantes da Bélgica, Dinamarca, Alemanha, França, Itália, Holanda, Suécia, Suíça e Espanha decidiram criar a Agência Espacial Européia (ESA), eles sabiam que só através de tal aliança seria possível ingressar de fato no setor aeroespacial, até então monopolizado pelos russos e americanos.

Na década de 70, os Estados Unidos negavam o empréstimo de seus foguetes para o lançamento de satélites que não tivessem fins científicos. Justamente por isso, um dos principais objetivos iniciais da ESA foi desenvolver lançadores de satélites comerciais. Quatro anos após sua fundação, na noite de Natal de 1979, Ariane, o primeiro foguete europeu da ESA, era lançado com sucesso do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa.

Parceria com Brasil

A versão mais moderna, Ariane 4, é considerado o mais confiável e economicamente bem-sucedido foguete do mundo, colocando mais de 180 satélites em órbita até 2003. Tais satélites comerciais foram de grande utilidade principalmente para o setor privado de telecomunicações e radiodifusão da Europa, que registrou um aumento significativo de mercado nas últimas décadas. Cerca de 60% de todos os satélites comerciais lançados no mundo foram efetuados por foguetes Ariane. Prova de que é possível lucrar com a tecnologia espacial.

A ESA, entretanto, não se restringe apenas a este empreendimento. Outros importantes programas aeroespaciais envolvendo o desenvolvimento de novas técnicas, missões e experiências também são explorados pela Agência Espacial Européia. Um deles é a cooperação com a Agência Espacial Brasileira (AEB), por meio de atividade de rastreamento dos veículos Ariane, desde o primeiro lançamento.

Falta de verba

Outro projeto é a missão Rosetta, lançada em 2004. Trata-se de uma sonda espacial que irá viajar por dez anos até completar o percurso de cinco bilhões de quilômetros através do sistema solar, para chegar à superfície de um cometa, que será, então, explorado.

Por sorte, a missão Rosetta já teve início e não corre o risco de ser cancelada por falta de verba como foi o destino de muitos outros programas da ESA, a exemplo da estação espacial Columbus ou da nave espacial reusável Hermes, que nunca saíram do papel.

Enquanto os europeus têm que economizar, outros países começam a investir pesado no setor de pesquisa espacial. Um deles é a Índia, que possui um programa ambicioso de monitoramento terrestre avançado por meio de satélites. Algo que a Europa não teria condições financeiras de manter.

"E nós ainda contribuimos financeiramente com a ajuda ao desenvolvimento na Índia", dispara o comissário da União Européia, Günter Verheugen, responsável pela política industrial e empresarial da UE, que inclui também a ESA. Ele sabe que a atual contenção de despesas neste setor não contribui para que a Europa consiga se manter no patamar já conquistado.

Corrida tecnológica

Segundo Verheugen, os europeus ainda não se deram conta de que a concorrência tecnológica é grande e que para estar entre os primeiros é preciso dispor de verbas para a pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de ponta, incluindo a espacial.

Existem algumas alternativas, como aliar a pesquisa ao investimento privado, a exemplo do que ocorre no Instituto de Robótica do Centro Aeroespacial Alemão localizado em Colônia, onde um consórcio de firmas pretende reativar satélites que não estão em funcionamento e revendê-los para países em desenvolvimento.

Apesar disso, programas comerciais arrojados da ESA, envolvendo tecnologia mais moderna, sofrem constantes adiamentos. A construção do Galileo, uma rede de 30 satélites para serem usados como sistema de navegação, capaz de fazer a localização exata na Terra, que seria a concorrência para o sistema americano GPS, usada também na Europa, foi novamente adiada.

Antes de 2011, o Galileo não entrará em funcionamento. Para a ESA, um atraso injustificável, uma vez que cada euro investido representaria um retorno quintuplicado. Um dos entraves continua sendo a política européia, que não consegue chegar a um consenso sobre verbas a tempo de os programas não serem congelados.

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