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Mundo

Africanos pedem "Plano Marshall" para se recuperar do ebola

Em conferência em Bruxelas, Guiné, Serra Leoa e Libéria pedem à comunidade internacional ajuda para vencer a guerra contra o vírus, afirmando que planos e estratégias de longo prazo são necessários.

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Da esq. para a dir.: Ernest Bai Koroma, presidente de Serra Leoa, Sassou N'Guesso, presidente do Congo, rainha Mathilde da Bélgica, Federica Mogherini, chefe da diplomacia da UE, e Alpha Conde, presidente da Guiné

Líderes europeus e africanos alertaram sobre um relaxamento dos esforços na luta contra o ebola numa conferência internacional sobre a erradicação da doença e a ajuda para a recuperação dos países mais afetados, realizada nesta terça-feira (03/03) em Bruxelas.

Por ocasião do encontro, os três países mais atingidos pelo ebola – Guiné, Serra Leoa e Libéria – pediram que a comunidade internacional lançasse uma espécie de "Plano Marshall" para lhes ajudar a se recuperar economicamente e vencer a guerra contra o vírus.

"O impacto do ebola sobre nossas economias foi profundo", e isso implica "planos e estratégias de recuperação" para acompanhar os países afetados a longo prazo, declarou a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, na capital belga.

"Não há nenhuma dúvida de que isso vai exigir recursos significativos, até mesmo um Plano Marshall", disse a presidente liberiana, referindo- se ao modelo americano de reconstrução da Europa depois da Segunda Guerra Mundial.

Mais de 150 delegações, com representações de 69 países e organizações internacionais, eram esperadas para a conferência em Bruxelas, afirmou uma fonte da Comissão Europeia.

A conferência de um dia organizada sob o patrocínio da União Europeia (UE) deve assegurar que os compromissos financeiros para a luta contra o ebola sejam cumpridos. Dos 4,9 bilhões de dólares prometidos para o combate ao vírus, 2,4 bilhões já foram desembolsados. Segundo uma fonte da UE, trata-se de um caso de "rara" rapidez.

"Ninguém pode se dar ao luxo de ceder", declarou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. "É mais fácil passar de 100 para dez novas infecções do que de dez a zero", afirmou o presidente da Guiné, Alpha Condé

A epidemia voltou a chamar atenção no último fim de semana, quando foi anunciado que o vice-presidente de Serra Leoa foi colocado em quarentena após um de seus guarda-costas ter morrido de ebola.

CA/dpa/afp

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