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Mundo

Afeganistão e EUA assinam aguardado acordo de segurança

Pacto bilateral permite permanência de tropas americanas no país para treinar forças de segurança após fim da missão da Otan. Assinatura sinaliza mudança fundamental nas relações afegãs com o mundo, diz presidente Ghani.

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James Cunningham (esq.) e Hanif Atmar na cerimônia de assinatura do acordo

Um dia após a

posse do novo presidente Ashraf Ghani

, o governo do Afeganistão assinou nesta terça-feira (30/09) um aguardado acordo bilateral de segurança com os Estados Unidos, que permite a permanência de tropas americanas no país após o fim deste ano. O acordo, que já havia sido negociado no final de 2013, era uma das promessas de campanha de Ghani.

O documento foi assinado pelo conselheiro de segurança nacional do Afeganistão, Hanif Atmar, e pelo embaixador americano, James Cunningham, em cerimônia realizada no palácio presidencial em Cabul e transmitida pela televisão.

Sob os termos do acordo, cerca de 10 mil soldados americanos devem permanecer no país para treinar e auxiliar as forças de segurança afegãs depois do encerramento, no final deste ano, da missão militar da Otan no país, liderada pelos EUA.

O antecessor de Ghani, Hamid Karzai, havia se recusado a assinar o acordo, o que havia abalado as relações entre Afeganistão e Estados Unidos. O governo americano havia ameaçado retirar completamente as tropas do Afeganistão, caso as forças americanas não dispusessem de proteção legal.

Ghani disse que o acordo sinaliza uma mudança fundamental nas relações do país com o mundo. "Este acordo é apenas para a segurança e a estabilidade do Afeganistão. Acordos assim são do nosso interesse nacional. O Acordo Bilateral de Segurança [BSA, em inglês] vai preparar o terreno para o Afeganistão assumir o controle", disse depois da assinatura do documento.

"Até hoje, a presença de tropas estrangeiras no país era baseada na resolução do Conselho de Segurança da ONU, mas agora há uma igualdade entre o Afeganistão e seus parceiros estrangeiros", completou Ghani.

O chefe de governo, Abdullah Abdullah, também saudou o acordo e concordou que ele é benéfico ao país. "Ele foi assinado após muitas considerações cuidadosas", garantiu, acrescentando que o "BSA não é uma ameaça para os países vizinhos".

Durante a mesma cerimônia, o governo afegão assinou outro acordo de segurança com a Otan, que permite que os membros europeus da organização também contribuam com as forças estrangeiras que devem permanecer no país.

PV/rtr/dpa/afp

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