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Mundo

Afeganistão condena policiais por linchamento de mulher

Onze agentes são sentenciados a um ano de prisão por não terem protegido uma mulher de 27 anos, linchada até a morte em Cabul depois de ter sido falsamente acusada de queimar o Alcorão.

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Ativistas em defesa dos direitos da mulher carregam caixão de Farkhunda durante o enterro, em Cabul

Um tribunal do Afeganistão condenou nesta terça-feira (19/05) 11 policiais a um ano de prisão por terem falhado na proteção de uma mulher que foi linchada até a morte por uma multidão em Cabul, há dois meses, depois de ter sido falsamente acusada de blasfêmia.

"Estão condenados por negligência de serviço a um ano de prisão", disse o juiz Safiullah Mojaddidi aos 11 acusados. O grupo inclui oficiais superiores, entre eles um chefe de polícia. Outros oito policiais foram declarados inocentes.

Em 19 de março passado, a mulher, de nome Farkhunda e com 27 anos, foi barbaramente agredida, e seu corpo foi posto em chamas pela multidão, depois de ter sido falsamente acusada de queimar um exemplar do Alcorão.

O caso provocou uma onda de protestos contra o extremismo religioso na capital e apelos pela proteção dos direitos das mulheres no Afeganistão. Uma multidão compareceu ao enterro de Farkhunda, em 22 de março.

Ao todo, 49 pessoas foram detidas por causa do linchamento e morte de Farkhunda, entre elas 19 policiais. No início de maio, quatro acusados foram condenados à morte na forca e outros oito receberam 16 anos de prisão. Dezoito foram inocentados.

AS/lusa/afp/dpa

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