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Economia

Advogado dos emergentes

A Organização Mundial do Comércio (OMC) será chefiada, pela primeira vez, por um representante dos países emergentes e em desenvolvimento. O tailandês Supachai Panichtpakdi assumiu a secretaria-geral da OMC.

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Supachai Panitchpakdi quer aumentar o papel dos países emergentes na OMC

O ex-vice-primeiro ministro da Tailândia é defensor de uma liberalização do comércio mundial e quer engajar-se, como secretário-geral da OMC, especialmente em favor dos países em desenvolvimento. O ex-vice-primeiro-ministro da Tailândia, habitualmente chamado de Dr. Sup, vem de um país desses, mas estudou em Roterdã e foi especialmente influenciado pelo Prêmeio Nobel Jan Tinberger, que dedicou grande parte de seu trabalho científico aos problemas do Terceiro Mundo.

Dr. Sup iniciou sua carreira no Banco Central da Tailândia, onde foi também ministro do Comércio e da Economia e depois vice-primeiro-ministro. Apesar de sua qualificação especializada, Supachai foi nomeado de maneira conflitante turbulenta para a secretaria-geral da OMC. Motivo: as potências comerciais queriam, naturalmente, manter um representante seu no posto mais importe do comércio mundial.

Os Estados Unidos e a União Européia defenderam, com veemência, a nomeação do ex-primeiro-ministro das nova Zulândia, Michael Moore. Supachai, ao contrário, contava com o apoio dos países do Terceiro Mundo. No jogo de interesses, os dois mundos chegaram a um acordo e dividiram o mandato ao meio. E assim Mike Moore assumiu a chefia da OMC em 1991 e agora foi substituído por Supachai para completar o mandato.

Na véspera de sua posse em Genebra, o novo secretário-geral da OMC esclareceu a forma da política que pretende seguir nos próximos três anos. Sua prioridade máxima é ampliar a Organização Mundial do Comércio e também permitir que os poucos países em desenvolvimento tomem parte de um comercio liberalizado. "Países em desenvolvimento precisam de comércio e não só de pagamento de ajuda", diz ele.