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Mundo

Advertências de Merkel ao Irã na Conferência de Segurança

Em seu pronunciamento de abertura da tradicional Conferência Internacional sobre Segurança em Munique, chefe de governo da Alemanha dirigiu duras críticas a Teerã.

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Merkel: solução está nas mãos do Iraque

O controvertido programa de enriquecimento de urânio do Irã foi o tema da troca de farpas entre a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, e o vice-ministro das Relações Exteriores do Iraque, Abbas Araghchi, durante a Conferência Internacional sobre Segurança, em Munique, neste sábado (04/02).

Merkel pressionou o Irã a aceitar as negociações oferecidas pela comunidade internacional. Araghchi prontamente ameaçou com a escalada do conflito, se o caso fosse levado ao Conselho de Segurança (CS). Merkel ressaltou que a remessa do caso ao CS "não é nenhuma provocação" e que o órgão é o "local legítimo" para resolver o impasse.

Rumsfeld in München

Donald Rumsfeld, secretário da Defesa dos EUA, participa da Conferência em Munique

Ela acentuou ainda haver uma chance, em fevereiro, para negociar a solução sugerida pelos russos, de enriquecer urânio iraniano na Rússia. Merkel vê na proposta "uma enorme disposição para o consenso por parte dos norte-americanos".

" Pequenas atividades " em laboratórios iranianos

"O Irã ultrapassou a linha vermelha de propósito", acusou. Existe o "temor justificado" de que o programa nuclear iraniano não serve ao uso pacífico, e sim às alternativas militares, assinalou, completando: "Nós queremos e temos de impedir o desenvolvimento de armas nucleares iranianas".

O representante iraniano rebateu, mostrando-se surpreso que Merkel considere que as "pequenas atividades em nossos laboratórios sejam uma violação à linha vermelha". Ao mesmo tempo, ameaçou com uma escalada do conflito, se o caso fosse levado ao Conselho de Segurança. No decorrer do dia, isto seria confirmado pelo vice-chefe do Conselho Nacional de Segurança do Irã, Javad Vaidi.

Ele anunciou em Viena que o programa de enriquecimento de urânio do Irã, suspenso em outubro de 2003, será reiniciado de imediato. Araghchi acusou os europeus de tática errada para solucionar o conflito e o Ocidente de dupla moral: "Pois ignora as ameaças a que Teerã está submetida".

" Provocações " contra Israel

Merkel respondeu que "teria ficado muito contente" se ele tivesse falado das citações do presidente Ahmadinedjad ou sobre o direito de existência de Israel. A chefe de governo da Alemanha também criticou duramente as "provocações" de Ahmadinedjad.

"Um presidente que questiona o direito de existência de Israel e a ocorrência do Holocausto não pode esperar o mínimo de tolerância da Alemanha", declarou Merkel, sob o aplauso dos 300 políticos e militares que participam da conferência. Justamente a Alemanha tem a obrigação de resistir a estas tentativas e mostrar com toda a clareza ao Irã onde estão os limites, afirmou.

A chefe do governo alemão destacou ainda o interesse da comunidade internacional numa solução diplomática para o conflito e lembrou que a solução do impasse está nas mãos do Irã. Para ela, em vista do alcance dos mísseis iranianos, não só Israel tem motivos para preocupação, mas também a Europa.

Merkel, que salientou também a importância da Rússia na solução do conflito, declarou que, quanto maior o consenso internacional, maiores as chances de convencer Teerã a ceder.

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