Adolescentes alemães têm sexo mais tarde e com menos frequência, indica estudo | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 06.09.2010
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Alemanha

Adolescentes alemães têm sexo mais tarde e com menos frequência, indica estudo

Em contraste com a ideia generalizada de que os jovens estão cada vez mais sexualizados, nova pesquisa aponta que garotos e garotas estão adiando a perda da virgindade na Alemanha.

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Beijo sim, mas sexo só com a pessoa certa, dizem os jovens

Intitulado Sexualidade Juvenil 2010 , um estudo recente do Departamento para Saúde Sexual descobriu que jovens alemães entre 14 e 17 anos estão esperando mais para terem sua primeira experiência sexual, se comparados com grupos da mesma idade avaliados anos atrás.

"O pressuposto de que jovens estão praticando sexo cada vez mais cedo não foi confirmado", diz Elisabeth Pott, diretora do departamento.

As descobertas estão em forte contraste com a forma como os adolescentes da chamada "Geração Pornô" têm sido descritos pela mídia, especialmente depois que o pastor Bernd Siggelkow, de Berlim, declarou no livro Tragédia Sexual da Alemanha sua preocupação com jovens extremamente sexualizados, que estariam perdendo a habilidade de construir relações profundas devido à exposição prematura ao sexo e à pornografia.

O novo estudo descreve uma geração de jovens com uma atitude madura em relação ao sexo e tendo grande estima por valores como fidelidade e amor.

Ao todo, 3.542 jovens foram entrevistados para o estudo, incluindo 1.014 com histórico de migração na família.

À espera da pessoa certa

Se comparado com os resultados do último estudo, realizado cinco anos atrás, o percentual de meninas de 14 anos que já praticaram sexo agora se firma em 7%, ante 12% da turma anterior. Quando meninos são incluídos na conta, a pesquisa notou uma queda de 10% em 2005 para 4% em 2009.

Liebespaar vor Sonnenuntergang

Adolescentes esperam pelo parceiro ideal

Entre o grupo formado por jovens de 17 anos, o número de meninas com experiência sexual caiu sete pontos percentuais, indo para os 66%, e entre os meninos a média permaneceu quase constante nos 65%.

Quando perguntados sobre por que se mantinham abstêmios, a maioria respondeu que ainda não tinha encontrado a pessoa certa. Essa foi a razão para dois terços das garotas, enquanto os rapazes afirmaram ainda se sentirem tímidos e com temor de serem desajeitados na hora da relação sexual.

A pesquisa descreve uma geração feliz na espera pelo amor e pelo comprometimento. Dos meninos entrevistados, 58% disseram que sua primeira relação sexual foi com uma parceira de longa data – já 30 anos atrás esse percentual era bem mais baixo, de 41%.

"O desejo por confiança é grande", afirma Pott. "Quando se trata de sexo, a maioria quer estar num relacionamento firme."

A pesquisa ainda indica que a maioria dos adolescentes parece estar melhor informada, com um número muito mais baixo de pessoas "completamente surpresas" durante a primeira relação sexual, se comparado a 2005. Além disso, eles também estão praticando sexo seguro, com apenas 8% admitindo a falta de método contraceptivo na primeira vez. Entre os recursos de prevenção mais utilizados pelo grupo está a camisinha, seguida da pílula.

Valor da educação sexual

Symbolbild Computer

Internet é fonte recorrente de informação sobre sexo

Pelo menos três quartos dos entrevistados afirmaram que a maior fonte de conhecimento sobre reprodução, sexualidade e contracepção veio das lições aprendidas na escola. A internet também foi citada como um meio útil para solucionar dúvidas.

"Finalmente as conversas envergonhadas das gerações anteriores acabaram", afirma Pott.

Garotas de famílias de imigrantes são, na visão de Pott, claramente mais reservadas com relação ao sexo por se considerarem jovens demais. Os garotos dessas famílias, ao contrário, praticam relações sexuais mais cedo e com mais frequência que os rapazes de famílias sem histórico de migração.

Outra descoberta revelante da pesquisa foi o considerável número de mulheres jovens que vivenciaram violência sexual. Treze porcento afirmaram ter passado por situações em que tiveram de se defender de abusos sexuais. O percentual sobe para 19% entre adolescentes de famílias de imigrantes.

MDA/afp/epd/dpa
Revisão: Alexandre Schossler

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