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Alemanha

Admirável, simples mundo novo

Cuidado ao franzir a testa! No futuro, uma ação involuntária poderá desencadear complexas reações maquinais. Pesquisadores alemães trabalham na comunicação homem-máquina através da fala, mímica e gestos.

A tecnologia tem que aprender a compreender os seres humanos. A isso se propuseram os funcionários do Centro Alemão de Pesquisa de Inteligência Artificial (DFKI), em Saarbrücken. A chave é o reconhecimento da fala: adeus ao teclado e ao mouse, o que conta é a palavra falada.

"A fala representa um papel central, pois é indispensável à nossa comunicação", explica Stephan Busemann, vice-diretor do Departamento de Tecnologia da Fala do DFKI. Os computadores subdividem as palavras em fonemas, as menores unidades acústicas da linguagem, a partir de cuja análise reconstituem sílabas, palavras e orações, com base num vocabulário pré-armazenado.

O longo caminho até o entendimento

Uma série de anedotas ilustram a falibilidade das atuais técnicas de reconhecimento da fala. Como, por exemplo, a história do natural da Saxônia que tenta reservar uma passagem de trem pelo sistema telefônico automático da Deutsche Bahn. Porém o "funcionário" eletrônico não está preparado para seu carregado sotaque. E repetidamente lhe oferece passagens para as destinações mais improváveis.

A situação também demonstra quanto essa tecnologia penetrou em nosso dia-a-dia. A tradução automatizada é um outro setor de aplicação onde ocorrem diálogos de estrutura simples entre humanos e máquinas. Busemann está convencido: "A integração da União Européia cria grande demanda nesse campo".

A experiência do saxão com a companhia ferroviária mostra perspectivas menos risonhas. É realista contar que a expansão da tecnologia em todo o continente vá agravar a problemática dos diversos sotaques e dialetos. Imagine-se um bávaro tentando comunicar-se com um napolitano através de um computador "falante" ou um andaluz querendo bater um papo com um suábio...

A realidade da ficção científica

Talvez o projeto SmartKom, coordenado pelo DFKI possa ajudar neste ponto. Ele trata da manipulação de aparelhos técnicos através de gestos e de mímica.

Uma visão do futuro: após um passeio de compras você anuncia a decisão improvisada de ir ao teatro, através de um microfone embutido nas roupas. A programação atual aparece num aparelho do tamanho de um telefone celular, permitindo-lhe ou reservar entradas para uma determinada peça, simplesmente apontando com o dedo, ou cancelar a operação, franzindo a testa. Por fim, uma voz no mini-audiofone descreve então como chegar ao teatro escolhido.

"Do ponto de vista tecnológico, tudo isso já é possível", relata Busemann. Mas não arrisca um prognóstico sobre se e quando a técnica se estabelecerá: afinal, é uma coisa que também depende do preço, lembra o cientista.

Investindo na tecnologia do futuro

Há um bom tempo a política já reconheceu o desejo dos seres humanos por um admirável e simplificado mundo novo. Prova disso é o investimento pelo governo alemão de 82,6 milhões de euros, nos últimos quatro anos, no SmartKom e em cinco outros projetos de ponta no campo da "interação ser humano-técnica", designado pela sigla MTI.

Por sua vez, o empresariado investiu aqui 152,2 milhões de euros. Segundo dados do Ministério alemão da Pesquisa, os projetos de MTI desenvolvidos na Alemanha fazem parte da vanguarda mundial.

Apesar dos progressos, continua aberta a questão: será que um dia as máquinas realmente poderão participar de todos os altos e baixos de nosso cotidiano? Talvez devamos esperar para tratar do assunto com elas, quando houverem destrinçado plenamente os segredos da mímica e dos gestos humanos...

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