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Mundo

Adeus França, com elogios e críticas a Zidane

Imprensa alemã destaca o fim da era francesa no futebol mundial e diverge sobre desempenho do astro Zidane em sua única atuação nesta Copa do Mundo.

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Campeão mundial só por mais alguns dias, Zidane deixa o campo cabisbaixo

Os jornalistas alemães que acompanharam a despedida da França na derrota de 2 a 0 para a Dinamarca parecem ter visto partidas diferentes. Embora os correspondentes pareçam unânimes ao declarar o fim da supremacia francesa, alguns consideram que o time de Roger Lemerre lutou para permanecer no mundial, enquanto outros acham que o adieu foi mais um vexame.

"Ao apito final, os azuis se arrastaram para fora do campo, frustrados, cabisbaixos. Depois de anos triunfais, com a conquista da Copa do Mundo, da Eurocopa e da Copa das Confederações, em Incheon terminou uma grande era", escreveu Robert Semmler, enviado da agência alemã de notícias DPA à Coréia do Sul.

"Estamos nos despedindo dos campeões mundiais. A grande era dos franceses chegou decisivamente ao fim. Sem sequer um gol – e só com um ponto –, um time envelhecido toma o rumo de casa", destacou o jornal Bild, em sua página online. Para o diário de maior circulação da Alemanha, "os franceses correram desorientados contra os dinamarqueses, com seu armador Zinedine Zidane contundido. O outrora melhor jogador do mundo não trouxe novas idéias."

O site da revista Der Spiegel seguiu na mesma linha: "Um ponto, nenhum gol e a última colocação no Grupo A mais parece o balanço de um novato inexperiente num mundial." Para o semanário de maior prestígio no país, foi "uma derrota decepcionante" contra a Dinamarca. Para DPA, Bild e Spiegel, Zidane em nada contribuiu para uma eventual salvação do vexame francês.

Elogios – A agência esportiva SID discorda. "Zidane, pela primeira vez vestindo o uniforme azul após curar uma contusão na coxa esquerda, tentou de tudo. Ele fez das tripas coração, dividiu, acariciou a bola, fintou, gesticulou, incentivou, cruzou e cabeceou. Mas, ao fim dos 90 minutos, sua dedicação foi pouca. Não por que o jogador mais caro do mundo esteve fraco. Zidane foi inclusive o melhor em campo. Mas, nesta tarde ensolarada de verão, a França só teria tido alguma chance, se o próprio Zidane concluísse seus passes", avaliaram Thomas Lipinski e Rainer Kalb, autores do resumo da partida para a SID, referindo-se às cinco bolas francesas que encontraram as traves em seu caminho para o gol.

"A magia do mago do futebol não funcionou mais. Nem mesmo o melhor jogador do mundo pôde impedir o desastre francês", já haviam escrito os dois enviados no início do boletim, no qual lembram: "Pela primeira vez, os franceses perderam um jogo oficial com Zidane – até então foram 27 partidas invicta com o jogador duas vezes escolhido o melhor do mundo."

O site da revista esportiva Kicker também reconhece méritos na equipe ainda campeã do mundo. "A França se despediu do torneio decentemente, sem entregar os pontos mesmo na fase final. Mas a fraqueza dos franceses nas conclusões, associada a uma porção de azar com as bolas nas traves, impediu que tivessem sucesso. Além do mais, faltaram à equipe as idéias e criatividade mostradas nos últimos anos. Nem mesmo a atuação de Zidane, que teve bons momentos no primeiro tempo e depois relaxou no segundo, pode trazer alguma melhora no último jogo", observou a mais importante publicação esportiva da Alemanha.

Desclassificação esperada – O ex-jogador Paul Breitner não se surpreendeu com a derrocada francesa contra a Dinamarca. "Não era de se esperar mais nada desta equipe francesa. Ela é ainda apenas a sombra de si mesma. É triste, que os franceses tenham tomado o mesmo caminho de outras grandes seleções. Depois da derrota na estréia, não estavam preparados para alterar seu antigo sistema bem sucedido e acabaram punidos por isto", avaliou o hoje comentarista do canal Sat-1.

Ao encerrar sua matéria, o site do Bild afirma que a França entrou em campo já derrotada. "Antes mesmo do apito inicial, os franceses não acreditavam mais na classificação para as oitavas-de-final. As passagens de volta já estavam reservadas para as 11h20 da manhã de quarta-feira", registra o jornal alemão.

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