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Economia

Adeus à era das fusões

Fraca conjuntura e bolsas em baixa provocam uma verdadeira redução na onda de fusões e aquisições. Os "grandes negócios" são vistos com desconfiança e o medo de um mau investimento cresce cada vez mais.

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Ficaram para trás os áureos tempos de grandes fusões, como a da Ruhrgas e a da E.ON AG

Em 2002, o volume de transações empresariais em todo o mundo sofreu uma redução em torno de 47%, chegando a um total de 996 bilhões de dólares. As até agora registradas 17,4 mil fusões e aquisições mostram um decréscimo de 24%, se comparadas ao ano anterior. Esses dados, que comprovam os rastros deixados pelo desaquecimento da economia global, foram detectados pela empresa de pesquisa de mercado Dealogic.

"As razões de tamanha persistência dessa tendência negativa estão, acima de tudo, na ausência da recuperação do mercado de capitais e na falta de confiança em um reaquecimento da conjuntura. Grandes negócios quase não acontecem porque o risco de pagar caro por um mau investimento é visto como muito grande", explica Thomas Ehren, diretor da KPMG Corporate Finance na Alemanha, que divulgou os dados analisados pela Dealogic.

Privatização – Para Ehren, uma volta à era das fusões só será iniciada quando houver uma certeza maior de que a conjuntura encerra seus tempos de vacas magras. Especialistas acreditam que os impulsos mais positivos nesse sentido devem vir, provavelmente, da privatização de empresas estatais.

Com um volume de 41 bilhões de dólares, a Alemanha ocupa o terceiro lugar no ranking de aquisições e fusões com participação estrangeira, atrás dos EUA e do Reino Unido. O empresariado alemão, por sua vez, investiu quase 38 bilhões de dólares em empresas estrangeiras, situando-se, da mesma forma, na terceira posição depois dos EUA e do Reino Unido.

Mercado europeu – Enquanto o número de aquisições feitas por empresas estrangeiras dentro da Alemanha sofreu uma redução de 20%, o número de compras efetuadas por empresas alemãs fora do país chegou a registrar uma queda de quase 42%.

Isso mostra, segundo Ehren, que grupos não alemães continuam tendo interesse no mercado comum europeu, apesar da fraca conjuntura mundial e das condições precárias oferecidas para as transações. "Por outro lado, a contenção excessiva das empresas alemãs no que diz respeito a aquisições no exterior é uma prova óbvia da perspectiva sombria dos empresários do país em relação ao futuro", observa o diretor da KPMG.

Exceções – Indo contra a corrente do decréscimo de fusões ocorridas nos países da Europa em 2002 estão os setores de transporte, logística, abastecimento, coleta e reciclagem de lixo. A maior redução de fusões e aquisições européias foi registrada no setor de informação, que diminuiu em torno de 72%. Também os prestadores de serviços financeiros mostraram-se mais cautelosos: o volume de fusões diminuiu em torno de 55% no ano.

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