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Mundo

Acusados de planejar ataques de 11 de Setembro se recusam a ouvir o juiz

Mais de dez anos depois dos ataques de 11 de setembro, foi retomado o julgamento dos supostos mentores dos atentados. Em audiência tumultuada, os acusados recusaram-se a se declarar culpados ou inocentes.

**FILE** The south tower of New York's World Trade Center, left, begins to collapse after a terrorist attack on the buildings as shown in this Sept. 11, 2001, file photo. Federal investigators believe the second World Trade Center tower fell much more quickly than the first because it faced a more concentrated, intense fire inside, officials said Tuesday. Oct. 19, 2004. Investigators have singled out this Associated Press photograph that they said may provide evidence to support their theory which shows a kink in the building's corner at the 106th floor. (AP Photo/Gulnara Samoilova, FILE)

AP Iconic Images 11. September World Trade Center

Khaled Sheikh Mohammed e os outros quatro réus exerceram o direito de adiar indefinidamente a declaração de culpa ou inocência por assassinato e terrorismo, neste sábado (05/05), perante um tribunal militar na base norte-americana na Baía de Guantánamo, em Cuba. Foi a primeira vez que os cinco homens foram vistos em público em mais de três anos.

O julgamento começou tumultuado. Um dos acusados, Walid Bin Attash, foi algemado. Os cinco réus se recusaram a responder às perguntas do juiz, retirando os fones com os quais podiam ouvir os intérpretes. A audiência, que deveria ter sido breve, se estendeu por mais de 13 horas.

O advogado de defesa, David Nevin, disse que Mohammed se recusou a responder às perguntas do juiz por "estar profundamente preocupado com a imparcialidade do processo" e por ter sido torturado.

A audiência foi adiada para 12 de junho. Os cinco supostos membros da rede terrorista Al Qaeda são acusados de matar 2.976 pessoas, terrorismo e sequestro de aeronave. Se forem declarados culpados, podem ser condenados à morte.

Acusação de tortura

Chalid Scheich Mohammed Terrorist Guantanamo

Mohammed confessou ser responsável por ataques em prisão secreta da CIA

Mohammed foi capturado no Paquistão em 2003 e passou três anos em prisões secretas da CIA antes de ser transferido para Guantánamo, em 2006, onde foi submetido a severo tratamento.

A CIA admitiu que ele foi submetido a técnica de afogamento simulado por 183 vezes. Durante o procedimento, disse que era responsável pelos atentados de 11 de setembro e muitos outros.

Células terroristas

Sheikh Mohammed é considerado o mentor dos atentados de 11 de setembro de 2001, quando um grupo de pilotos suicidas sequestrou aviões de passageirosa e os lançou contra as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e contra Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Washington.

O réu Ramzi Bin al-Shibh pertencia à célula terrorista de Hamburgo, na Alemanha, comandada pelo líder dos pilotos suicidas, Mohammed Atta. O iemenita teria agido como financiador e organizador da célula terrorista e mantido contato com Osama Bin Laden, então líder da Al Qaeda. Os acusados Ali Abd al-Aziz Ali, Mustafa al-Hawsawi und Walid Bin Attash são acusados de apoiar os pilotos suicidas.

Obama queria tribunal civil

Esta é a segunda tentativa do governo norte-americano de retomar o processo judicial contra os ataques da Al Qaeda em 2001. O primeiro julgamento contra os cinco homens foi iniciado em 2008 pelo ex-presidente George W. Bush. Na época, Mohammed havia zombado do tribunal e disse que ele e seus co-réus se declarariam culpados e ficariam felizes com a pena de morte.

Seu sucessor democrata, Barack Obama, interrompeu todos os processos judiciais na Baía de Guantánamo por preocupações constitucionais. A tentativa de Obama de levar o julgamento do processo para um tribunal federal em Nova York enfrentou maciça resistência política. Passado um ano, Obama autorizou um novo julgamento militar em Guantánamo.

FF/ap/afp/rtr/dpa
Revisão: Marcio Pessôa

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