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Mundo

Acusador vira acusado na CPI de doações ilegais

Dirigente do maior partido governista alemão (SPD) se defende na CPI que apura escândalo de doações ilegais no partido do ex-chefe de governo Helmut Kohl.

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Secretário-geral do SPD, Franz Müntefering (dir.) cumprimenta o prefeito de Berlim, Klaus Wowereit

O secretário-geral do Partido Social Democrático (SPD), Franz Müntefering, teve que depor, nesta quinta-feira (21), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre doações partidárias ilegais, criada inicialmente para apurar se o governo anterior da Alemanha, chefiado por Helmut Kohl, tomou decisões influenciado por contribuições irregulares ao seu partido, a União Democrata-Cristã (CDU).

Müntefering considerou que o escândalo de doações ilegais no diretório no SPD de Colônia prejudica todos os partidos políticos alemães, mas negou qualquer responsabilidade pessoal. Ele disse que não teve conhecimento de donativos ilegais na cidade à margem do Reno no seu tempo de presidente do partido no estado da Renânia do Norte-Vestfália. O presidente nacional do SPD é o chanceler federal, Gerhard Schröder.

Em depoimento de duas horas aguardado com grande expectativa, Müntefering rejeitou, de forma categórica as comparações do escândalo do SPD com o da CDU, embora ambos sejam de donativos anônimos. Ele destacou que, 18 dias depois de tomar conhecimento das doações suspeitas, o seu partido foi muito mais longe em esclarecimentos e providências do que a CDU depois de 27 meses do estouro do escândalo que tem Helmut Kohl como figura-chave.

O SPD na Renânia do Norte-Vestfália publicou, nesse meio tempo, os nomes das empresas e pessoas que fizeram doações anônimas de mais de 400 mil euros ao ex-líder da bancada estadual Norbert Rüther, desde meados dos anos 90. Os maiores doadores são firmas que participaram da construção de um centro de incineração de lixo em Colônia. O ex-chanceler federal Kohl não revelou até hoje quem fez as doações de dois milhões de marcos que admitira ter depositado em contas secretas na Suíça.

A CDU de Kohl acusa Müntefering e o SPD de terem recebido propinas em Colônia e não somente doações ilegais, como teria sido o seu caso. A CDU só teria recebido doações anônimas enquanto o SPD teria aceitado propinas. O escândalo em Colônia seria de corrupção mesmo, disse o deputado Andreas Schmidt na CPI em Berlim.

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