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Copa do Mundo

Acusado de chefiar venda ilegal de ingressos na Copa é solto

Britânico diretor de empresa parceira da Fifa foi preso sob a suspeita de repassar ingressos a cambistas, que os vendiam a preços muito maiores do que o estipulado. Sobrinho de Blatter é um dos sócios dele.

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O britânico Raymond Whelan no momento da sua detenção no Rio

O britânico Raymond Whelan, de 64 anos, diretor executivo da empresa Match Hospitality, acusado de chefiar a máfia de venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo, foi liberado na madrugada desta terça-feira (08/07), segundo informações dos jornais Folha de S. Paulo e O Globo.

Após Whelan ter sido preso na tarde desta segunda-feira, os advogados do executivo entraram com um pedido de alvará de soltura e ele deixou a 18º DP (Praça da Bandeira), na zona norte do Rio, às 4h40, informa a Folha.

Embora não seja um funcionário direto da Fifa, Whelan trabalha para a entidade, já que a Match é a única representante autorizada a vender camarotes e pacotes VIP (incluindo alojamento) para jogos do Mundial. Um dos sócios da Match é a Infront Sports and Media, chefiada por Philippe Blatter, sobrinho do presidente da Fifa, Joseph Blatter.

O britânico foi preso sob a suspeita de repassar esses bilhetes de acesso aos estádios a cambistas, que os vendiam a preços muito maiores do que o estipulado, com lucros exorbitantes de até 1000%. Se condenado, ele pode pegar quatro anos de cadeia.

A polícia brasileira chegou ao seu nome depois de várias escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e com a ajuda de um dos envolvidos nas operações ilegais, que foi detido na semana passada.

No dia 1º de julho, a polícia prendeu 11 pessoas acusadas de envolvimento no esquema, entre eles o franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana, até então considerado outro chefe do grupo.

Segundo informações da polícia brasileira, os criminosos chegavam a lucrar cerca de 1 milhão de reais (330 mil euros) por jogo.

Na primeira fase da operação, há uma semana, além dos detidos foram apreendidos ainda cem bilhetes de acesso, documentos, computadores, 10 mil reais (3,3 mil euros) e celulares.

Os envolvidos responderão pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e "cambismo" (venda ilegal de ingressos).

AS/lusa/afp