Acusado de ataques na Noruega visava nomes de peso da política europeia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 25.07.2011
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Mundo

Acusado de ataques na Noruega visava nomes de peso da política europeia

O norueguês que confessou ter executado os dois atentados no país escandinavo tinha também o nome da chefe de governo alemã, Angela Merkel, como possível alvo.

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Número de vítimas dos atentados chegou a 93

Anders B., autor confesso dos dois atentados na Noruega na última sexta-feira (22/07), deverá depor nesta segunda-feira. O norueguês, de 32 anos, confessou à polícia ser o autor da explosão em Oslo e o atirador que matou pelo menos 86 pessoas na ilha de Utoya.

Caberá ao juiz decidir se a audiência, às 13 horas locais, será pública ou sigilosa. Esse debate já levantou polêmica no país – muitos noruegueses se opõem ao fato de Anders B., que chocou o mundo com os ataques, receber espaço para expor sua ideologia em público.

Segundo seu advogado, Anders B. quer explicar o porquê de seus atos, que o próprio autor confesso considerou de grande "atrocidade", mas "necessários". Num manifesto de 1.500 páginas publicado na internet, ele listou vários "inimigos": multiculturalismo, imigrantes e muçulmanos, que, segundo o acusado, deveriam ser banidos da Europa.

O número de imigrantes triplicou na Noruega entre 1995 e 2010. Estima-se 500 mil estrangeiros vivam atualmente no país, que tem a população de 4,8 milhões.

Família real

Entre as vítimas do tiroteio em Utoya está o meio-irmão da princesa norueguesa Mette-Marit, confirmou nesta segunda-feira a família real. Segundo o diário Verdens Gang, Trond Berntsen, de 51 anos, era policial e estava de folga. Ele teria tentado prender o atirador depois de assegurar que seu filho de dez anos estava seguro. O pai da vítima era o segundo marido da mãe da princesa.

Ainda na sexta-feira, a polícia comunicou que uma das primeiras vítimas identificadas em Utoya era um policial que estava de folga na ocasião e trabalhava como segurança particular no acampamento jovem de verão do Partido Trabalhista.

Tese fundamentalista

Geir Lippestad, advogado de Anders B., afirmou que o manifesto foi totalmente escrito pelo acusado. "Ele queria uma mudança na sociedade, e, segundo seu ponto de vista, ele precisava conduzir uma revolução."

O jornal alemão Hamburger Mongenpost afirma que o acusado tinha entre seus alvos a chanceler federal Angela Merkel, assim como outros políticos do Partido Verde e de A Esquerda. A intenção teria sido revelada no manifesto divulgado online.

Em seu depoimento à polícia, Anders B. teria dito que pretendia atirar na ex-primeira-ministra norueguesa Gro Harlem Brundtland, aguardada para discursar no acampamento em Utoya. No entanto, Brundtland se atrasou, diz a publicação Aftenpost, citando fontes policiais. Ela exerceu três mandatos como primeira-ministra, entre 1981 e 1996.

NP/afp/rts/dpa
Revisão: Roselaine Wandscheer

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