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Mundo

Acordos bilionários encerram visita de Merkel à China

Em oitava visita, chanceler federal alemã pleiteia por maior cooperação econômica, principalmente na área da digitalização. Intercâmbio estudantil, direitos humanos e espionagem também estiveram na pauta da viagem.

Na conclusão de uma visita de dois dias à China, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, afirmou que o desenvolvimento da segunda maior economia do mundo está avançando "muito rapidamente. Nesta sexta-feira (30/10), Merkel acompanhou o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, à sua província natal Anhui, no leste da China, onde os dois chefes de governo presidiram a assinatura de 15 acordos comerciais.

Ambos discursaram em favor da continuação da cooperação intensa entre os dois países. Segundo Merkel, a cooperação econômica foi a questão mais importante de sua visita. Principalmente na área da digitalização, o leque de colaboração deve ser estendido. Além disso, Berlim e Pequim devem concluir um acordo que "proíbe a espionagem econômica". O acordo deve ser baseado em acertos prévios assinados pela China com os EUA e o Reino Unido.

Durante a visita de Merkel, empresas alemãs e chinesas assinaram cooperações bilionárias. Segundo informações passadas por membros da delegação alemã à agência de notícias dpa, os contratos assinados estão avaliados em 20 bilhões de euros. A Alemanha é o principal parceiro econômico da China na Europa – o comércio bilateral entre os dois países atingiu um recorde em 2014.

Além disso, companhias chinesas assinaram um acordo no valor de cerca de 17 bilhões de euros para a aquisição de 100 aviões A320, 30 do modelo A330 e mais 100 helicópteros do fabricante europeu Airbus.

Na cidade de Hefei, na província de Anhui, Merkel visitou um vilarejo para ver de perto os esforços chineses no combate à pobreza rural. Lá ela também visitou a Universidade de Hefei para celebrar os 30 anos de intercâmbio de estudantes com universidades alemãs, onde aproveitou para pleitear por programas que impulsionem a juventude e intercâmbios educacionais entre os dois países.

Mais tarde, ela se encontrou com líderes empresariais chineses e alemães. É a primeira vez que Li convidou um líder estrangeiro para visitar sua província natal, o que é considerado uma honra.

Deutschland China Merkel in Peking Studenten vor der Uni in Hefei

Estudantes da Universidade de Hefei recepcionam Angela Merkel, em evento que celebra 30 anos de intercâmbio

Em uma reunião com o presidente da China, Xi Jinping, na quinta-feira, o líder chinês instou que a Alemanha acelere as negociações sobre um tratado de investimento entre China e União Europeia (UE). A chanceler federal, por sua vez, comprometeu-se a impulsionar o comércio bilateral, a cooperação industrial e financeira e de participar do Banco Asiático de Investimento de Infraestrutura (Aiib), capitaneado pela China.

Também na quinta-feira, Merkel se reuniu com ativistas de direitos humanos, blogueiros e escritores. Os nomes dos participantes não foram divulgados. Assim como o conteúdo das conversas. Uma porta-voz afirmou que as questões dos direitos humanos também estiveram presentes em outros debates envolvendo a chanceler federal alemã na China.

A visita de Merkel ocorreu em meio de várias atividades diplomáticas recentes envolvendo Pequim, com a agência estatal de notícias Xinhua classificando como "lua de mel" a relação chinesa com a Europa. "A China se tornou uma palavra-chave na recente diplomacia europeia", afirmou o comunicado. "Um consenso em expandir cooperações pragmáticas com a China tem sido alcançado com muitos políticos práticos de lá [Europa]."

Merkel afirmou estar "muito contente" em saber que a

recente visita de Xi ao Reino Unido

havia sido tão frutífera. "Nós saudamos a competitividade, que é conducente para a promoção de negócios", disse. "Mas na Alemanha, nós não temos uma rainha", acrescentou, arrancando risos dos presentes.

PV/lusa/dpa/rtr/afp

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