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Mundo

Acordo bipartidário deixa EUA mais perto de elevar controle de armas

Quatro meses após massacre de Connecticut e um dia depois de apelo emocionado de Obama, republicanos e democratas prometem avançar para aumentar supervisão à compra de armamentos no país. Mudança na lei seria histórica.

Democratas e republicanos anunciaram nesta quarta-feira (10/04) um acordo bipartidário no Senado para expandir o controle sobre a venda de armas nos Estados Unidos, o que abre caminho para a o que pode ser a mais ambiciosa mudança na legislação a respeito em quase duas décadas.

O acordo chega um dia depois de o presidente Barack Obama fazer um apelo emocionado pelo aumento do controle de armas no país. E é alcançado cerca de quatro meses após o massacre em uma escola em Newtown, no estado de Connecticut, onde 26 pessoas – 20 delas crianças – foram assassinadas a tiros.

A proposta elaborada pelo senador democrata Joe Manchin e pelo senador republicano Pat Toomey estabelece a verificação dos antecedentes criminais dos compradores de armas – cerne da motivação de Obama para levar adiante o fortalecimento das medidas de segurança – em todas as formas de comercialização, seja em feiras de armamentos ou via internet.

"Temos um acordo sobre uma emenda para evitar que criminosos e loucos tenham acesso a armas", disse Manchin. A nova legislação é um reforço da lei atual, que requer verificações de antecedentes criminais apenas na compra direta em lojas autorizadas.

Pat Toomey é senador pelo estado da Pensilvânia, onde muitas comunidades rurais defendem o direito à posse de armas. Para ele, medidas de controle não serão vistas como uma violação do direito constitucional de portar armas.

O senador republicano, que assim como Manchin é proprietário de armas de fogo e entusiasta da caça, afirmou que não considera a verificação de antecedentes criminais como uma forma de controle. "Acho que se trata de uma questão de bom senso. Quem passar pela verificação dos antecedentes poderá comprar armas normalmente", disse.

Obama in Denver

Obama faz discurso no Colorado, em 3 de abril, sobre controle de armas

A emenda não deverá afetar a comercialização direta entre indivíduos, como no caso de uma venda entre familiares. "As transações pessoais não serão afetadas", assegurou Manchin.

Apoio popular

A liderança dos democratas no Senado já apresentou uma proposta com três emendas ao texto, visando a expansão da verificação dos antecedentes criminais em toda e qualquer comercialização de armamentos, considerando o tráfego de armas como crime e aumentando os fundos para a segurança nas escolas.

O líder da maioria republicana na Câmara dos Representantes, Harry Reid, já programou a votação das emendas para esta quinta-feira (11/04), e afirmou que vai permitir aos parlamentares dos dois partidos introduzirem emendas à proposta bipartidária. Para a aprovação do novo texto é fundamental o apoio do Partido Republicano, principalmente na Câmara, onde posuem maioria.

Toomey confirmou que durante a elaboração da nova lei ele consultou senadores ligados ao tema do controle de armas de fogo, assim como a Associação Nacional de Rifles (NRA), que se opõe à proposta de Obama de realizar verificações em qualquer tipo de comercialização de armamentos.

A NRA, principal grupo lobista pró-armas, afirmou que os testes de antecedentes criminais "não não evitar novos massacres e tampouco acabar com crimes violentos ou garantir a segurança das crianças".

Em nota oficial, a organização clamou por uma solução "séria e significativa" quanto à violência armada e pediu à Casa Branca que realize avanços no combate às gangues e atividades criminosas que "atormentam a parcela honesta da população".

Uma recente pesquisa de opinião realizada pelo jornal Washington Post e pela emissora de televisão ABC mostrou que nove entre dez americanos apoiam a aplicação de um maior controle para a compra de armas.

RC /afp /ap /rtr

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