Acolhimento de detentos de Guantánamo divide a União Européia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 26.12.2008
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Mundo

Acolhimento de detentos de Guantánamo divide a União Européia

Governo francês defende postura unificada da UE no possível acolhimento de prisioneiros de Guantánamo. Espanha, Portugal e Alemanha se mostram dispostos a colaborar, mas Holanda e Suécia descartam possibilidade.

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Foto divulgada pelo governo dos EUA mostra detentos da prisão de Guantánamo, em Cuba

O governo francês defendeu nesta sexta-feira (26/12) uma posição européia comum em relação ao acolhimento de prisioneiros de Guantánamo caso a prisão venha a ser fechada pelo próximo governo dos Estados Unidos, como planejado pelo presidente eleito Barack Obama.

Em Paris, o Ministério francês das Relações Exteriores divulgou nota em que apóia o plano de Obama de fechar o campo, mas afirma que a União Européia (UE) necessita de uma posição unificada para a questão.

O governo francês não deixou claro se pretende conceder asilo a prisioneiros de Guantánamo. Um representante do Ministério das Relações Exteriores se negou a comentar esse aspecto. A França ocupa a presidência rotativa da UE até o final de 2008.

UE dividida

Também a Espanha admite acolher prisioneiros do campo de Guantánamo desde que haja um acordo prévio com os demais membros da União Européia, afirmou nesta sexta-feira o jornal El Periódico de Catalunya , citando fontes do governo espanhol.

De acordo com o jornal, o primeiro-ministro José Luis Zapatero é favorável ao acolhimento em território ibérico de detidos de Guantánamo que sejam libertados. Isso melhoria as relações entre Espanha e Estados Unidos, deterioradas desde que o país europeu retirou suas tropas do Iraque, em 2004.

Portugal foi o primeiro país da UE a se declarar disposto a receber prisioneiros de Guantánamo, um exemplo que foi seguido até agora apenas pela Alemanha.

A Holanda recusou categoricamente a possibilidade. "A Holanda não acolherá prisioneiros de Guantánamo", disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. Para o governo holandês, a responsabilidade sobre os detentos é do país que os prendeu: os Estados Unidos.

A Suécia é mais um país a dizer que os Estados Unidos são responsáveis pelo destino dos detentos. Segundo a imprensa dinamarquesa, o governo da Dinamarca também deverá recusar ajuda.

O Reino Unido já acolheu nove ex-prisioneiros com passaporte britânico e avalia receber mais detentos. Mas cada caso deverá ser analisado separadamente, afirmou o governo britânico.

Prisão polêmica

O campo de Guantánamo, em Cuba, foi criado em 2002 como resposta aos ataques terroristas de 11 de Setembro. Muitos dos cerca de 250 detentos estão presos sem que haja acusações contra eles, o que é criticado por organizações de defesa dos direitos humanos.

Caso venham a ser libertados, muitos prisioneiros deverão retornar para suas casas. Mas alguns poderão ser presos e até mesmo torturados caso voltem para seus países de origem, o que os obriga a pedir asilo a outras nações.

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  • Data 26.12.2008
  • Autoria Agências (as)
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